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Crítica: “Meu Ano em Oxford” (My Oxford Year)

Há romances que conquistam pela leveza e pelo encanto, criando momentos que ficam na memória por anos. “Meu Ano em Oxford” até tenta seguir esse caminho, mas acaba tropeçando em um roteiro que parece ter medo de se aprofundar. O filme tem todos os elementos para ser marcante uma locação icônica, uma premissa que mistura descoberta pessoal e amor, e um casal com potencial de química mas a execução fica no meio-termo entre o que poderia emocionar e o que efetivamente emociona.

Crítica: “Meu Ano em Oxford” (My Oxford Year)

A narrativa sofre com um problema grave de ritmo. Ao mesmo tempo em que corre para estabelecer a relação central, gasta minutos preciosos em diálogos que pouco acrescentam à trama. É um romance que tenta ser intenso, mas não constrói a base emocional necessária para que os grandes momentos realmente importem. O espectador entende para onde a história quer ir, mas o caminho é tão previsível que não há surpresa quando o segredo do protagonista é revelado. Essa previsibilidade não seria um problema se houvesse mais consistência no desenvolvimento dos personagens, mas tudo soa apressado.

Sofia Carson entrega uma performance um pouco mais contida do que em outros trabalhos recentes, o que ajuda a criar momentos mais genuínos, especialmente nas cenas dramáticas. Ainda assim, o roteiro insiste em manter sua personagem dentro de um arquétipo de força constante, sem espaço para vulnerabilidade real, o que torna mais difícil criar conexão profunda com sua jornada. Corey Mylchreest cumpre seu papel com discrição, mas seu personagem é construído quase inteiramente em função do segredo que guarda, o que limita qualquer nuance.

O que salva “Meu Ano em Oxford” de ser completamente esquecível é a ambientação. A fotografia aproveita bem os cenários da universidade e cria uma atmosfera que transmite acolhimento, com cores quentes e enquadramentos que evocam a sensação de histórias vividas em páginas de um livro antigo. Há uma melancolia silenciosa que percorre o filme, um tom outonal que mistura conforto e despedida, como se lembrasse constantemente que nem tudo o que é belo dura para sempre.

Mesmo assim, a sensação final é de que a obra se contenta em ser apenas agradável. Falta coragem para arriscar, para construir algo que realmente se destaque no gênero e que provoque emoção duradoura no público. É o tipo de filme que se assiste com facilidade, mas que desaparece da memória assim que os créditos sobem. Uma experiência que aquece em alguns instantes, mas que não deixa faíscas acesas por muito tempo.

“Meu Ano em Oxford
Direção: Iain Morris
Elenco: Sofia Carson, Corey Mylchreest, Dougray Scott
Disponível em: Netflix

Avaliação: 1.5 de 5.

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