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Crítica: “Mickey 17”

Texto: Ygor Monroe
25 de fevereiro de 2025
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

Baseado no romance de Edward Ashton, “Mickey 17” é um thriller de ficção científica dirigido por Bong Joon Ho, um cineasta que se tornou sinônimo de narrativas que misturam crítica social, humor e alta tensão. Com um conceito provocante, o filme acompanha Mickey Barnes (Robert Pattinson), um “descartável”, ou seja, um trabalhador clonável enviado para missões suicidas na colonização do planeta gelado Niflheim. Cada vez que morre, sua consciência é transferida para um novo corpo, preservando suas memórias e habilidades. No entanto, após sua sexta morte, Mickey começa a questionar sua própria identidade e o sistema que o controla.

Saiba o que chega aos cinemas em março de 2025

Crítica: "Mickey 17"
Crítica: “Mickey 17”

Bong Joon Ho cria um filme que transita entre a comédia existencial, a distopia política e o terror da perda de individualidade. Visualmente exuberante, a produção se destaca pelo design de produção e fotografia, explorando paisagens geladas e espaços opressivos com um olhar meticuloso. A direção de Bong confere energia à narrativa, com um ritmo que flutua entre momentos frenéticos e pausas reflexivas.

Pattinson assume um papel que exige tanto versatilidade cômica quanto um senso de inquietação psicológica. Ele se desdobra em diferentes versões de si mesmo, o que gera uma das dinâmicas mais intrigantes do filme: a interação entre os clones. A representação de Mickey como um trabalhador descartável funciona como uma metáfora incisiva sobre o capitalismo tardio e a substituibilidade do ser humano no ambiente de trabalho. A ideia de que um indivíduo pode ser substituído sem que isso afete a estrutura da sociedade reflete dinâmicas reais de exploração e desumanização.

Mark Ruffalo encarna um antagonista que remete a figuras políticas, entregando um personagem caricato, mas funcional dentro da narrativa satírica do filme. Steven Yeun e Toni Collette também agregam força ao elenco, embora algumas de suas subtramas pareçam subdesenvolvidas. A atuação de Naomi Ackie adiciona uma camada emocional ao filme, trazendo momentos de humanidade e conexão em meio ao caos.

A primeira metade de “Mickey 17” é acelerada e espirituosa, repleta de humor ácido e críticas afiadas. A segunda parte, embora continue envolvente, se sobrecarrega com múltiplas subtramas, algumas das quais não recebem o desenvolvimento adequado. No entanto, Bong consegue amarrar a história sem perder a essência de sua proposta.

A discussão central do filme gira em torno da identidade e da consciência. Se cada versão de Mickey compartilha as mesmas memórias, o que define seu “eu”? Existe uma alma indivisível ou somos apenas um aglomerado de memórias e experiências? Essas questões filosóficas permeiam o enredo sem se sobrepor à narrativa principal, tornando “Mickey 17” uma ficção científica que provoca reflexões.

O filme se firma como uma das experiências mais originais do gênero nos últimos anos. Bong Joon Ho entrega um filme que equilibra comédia, suspense e crítica social de maneira envolvente. Apesar de alguns excessos narrativos, a obra permanece impactante e instigante, provando que a ficção científica ainda tem muito a oferecer quando colocada nas mãos de um cineasta visionário.

O filme chega aos cinemas no dia 6 de março de 2025.

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 3.5 de 5.

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Temas: CríticaLançamentoMickey 17ResenhaReview

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