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Crítica: Noah Cyrus, “I Want My Loved Ones to Go with Me”

Texto: Ygor Monroe
11 de julho de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Noah Cyrus parece ter decidido abrir um diário íntimo, largar sobre a mesa e convidar o mundo para folhear. “I Want My Loved Ones to Go with Me” soa exatamente assim: um convite meio torto, meio tímido, mas profundamente honesto para espiar o que se passa por trás dos olhos tristes de alguém que parece sempre estar carregando o peso do céu inteiro nas costas.

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Crítica: Noah Cyrus, "I Want My Loved Ones to Go with Me"
Crítica: Noah Cyrus, “I Want My Loved Ones to Go with Me”

O disco chega como sucessor de “The Hardest Part” e, de certa forma, expande o mesmo universo um território nebuloso onde memórias, traumas familiares e pequenos sopros de esperança se chocam feito folhas secas num vendaval. A impressão é de que Noah entrou fundo nesse processo quase terapêutico de se entender, usando a música para juntar os cacos, mesmo sabendo que eles não formam mais o mesmo vaso.

É impossível não notar como tudo aqui transita entre o contemplativo e o soturno. A produção do álbum cria atmosferas que parecem engolir o ouvinte, deixando sempre pairar um certo desconforto. O folk e o country se misturam de forma discreta, sem grandes ousadias, mas carregando a sinceridade de quem não faz questão de enfeitar o que é feio por dentro. Tem cheiro de casa antiga, de estrada de terra, de lembrança que volta só para cutucar feridas.

As participações especiais são quase como sombras passando ao fundo Fleet Foxes, Ella Langley, Blake Shelton e Bill Callahan se encaixam nesse ambiente sem deslocar o eixo principal: Noah, com sua voz rouca, frágil, confessando segredos que muitas vezes parecem ditos mais para ela mesma do que para qualquer audiência. É um disco que exige paciência, porque não entrega refrões fáceis nem se curva a melodias radiáveis. Ele está mais preocupado em sentir do que em soar comercial.

Existe também um peso familiar que paira sobre o trabalho. Não é segredo para ninguém o caos recente entre Tish e Billy Ray Cyrus, e toda essa novela pública parece ter encontrado eco aqui. Ao invés de lavar roupa suja em manchetes, Noah transforma o drama doméstico em arte ainda que, por vezes, essa arte soe como um grito contido, uma lágrima que não cai. O disco pulsa nesse intervalo entre o dizer e o calar.

Mas é inegável que o álbum tem momentos onde sua quietude beira o rascunho. Alguns arranjos parecem se contentar em ser pano de fundo, sem nunca abraçar totalmente o potencial das composições. Dá para sentir que há dor, que há questões grandes demais para caber em três ou quatro minutos, mas faltou coragem para dar corpo a esse abismo emocional. O resultado é que certas faixas parecem estudos, fragmentos de pensamentos que não se completam ficam suspensos no ar, esperando algo que não vem.

Ainda assim, quando tudo se encaixa, Noah segura o ouvinte pela mão e leva para um passeio melancólico que vale cada passo. É bonito acompanhar como ela aceita não ter todas as respostas, como abraça a bagunça que é existir. O álbum fecha deixando mais perguntas do que conclusões, o que, ironicamente, é o que o torna tão humano.

“I Want My Loved Ones to Go with Me” não vai te oferecer um final feliz, nem o consolo raso de quem pinta corações para disfarçar rachaduras. Ele oferece algo bem mais raro: o privilégio de testemunhar uma artista sangrando com delicadeza, tentando costurar o que foi rasgado sem prometer que vai ficar inteiro.

Nota: 75/100

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