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Crítica: “Nosferatu” (2024)

Texto: Ygor Monroe
3 de dezembro de 2024
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

Você já sentiu aquela sensação estranha, como se algo ou alguém estivesse te observando? É exatamente esse desconforto que “Nosferatu” (2024), de Robert Eggers, quer provocar. Desde o primeiro instante, o filme te arrasta sem cerimônia para a Alemanha de 1838, um mundo de sombras pulsantes, desejos sufocados e horrores ancestrais que se escondem nas profundezas da mente humana.

Crítica: "Nosferatu" (2024) | Foto: Reprodução
Crítica: “Nosferatu” (2024) | Foto: Reprodução

Robert Eggers, conhecido por sua habilidade de transformar o banal em algo profundamente inquietante, entrega aqui uma releitura do clássico de F.W. Murnau que vai muito além de uma simples homenagem. Com um rigor histórico aliado a uma estética quase visionária, este “Nosferatu” equilibra tradição e ousadia de maneira única.

A trama, inspirada no original de 1922, permanece impactante em sua simplicidade. Thomas Hutter (Nicholas Hoult) viaja aos Cárpatos para negociar com o enigmático Conde Orlok (Bill Skarsgård), interessado em comprar uma propriedade próxima à sua. O que começa como um drama de negociações logo se transforma em uma jornada de horror existencial, onde Orlok simboliza o desejo primitivo e o apetite insaciável que destrói tudo ao redor.

Bill Skarsgård entrega uma atuação hipnótica. Com maquiagem e próteses impressionantes, ele desaparece no papel, mas é sua presença que realmente dá vida ao personagem. Orlok surge como uma força avassaladora, um predador que caminha, consumindo o que encontra. Sua interação com Ellen (Lily-Rose Depp) adiciona profundidade e intensidade à narrativa. Ellen se torna o coração da história, e Depp explora com maestria a fragilidade e a força de sua personagem, criando uma performance repleta de nuances.

O diretor entende que o verdadeiro horror está nas sutilezas. Em “Nosferatu”, cada escolha estética e narrativa é feita para desconcertar, desafiando o espectador a encarar suas próprias sombras. A influência do expressionismo alemão permeia o filme, mas de forma renovada, como um diálogo entre passado e presente que evoca algo visceralmente novo.

As sombras ganham vida própria. Mais do que um jogo de luz e escuridão, elas se tornam personagens em si, conspirando contra os protagonistas e o público. Essa abordagem transforma cada cena em um campo de tensão palpável, como se o próprio ambiente respirasse e ameaçasse a todos.

O humor sombrio também marca presença, com toques de ironia que apontam para os contrastes da sociedade da época. A repressão e as convenções sociais aparecem como elementos tão assustadores quanto o próprio Orlok. Ellen, por exemplo, reflete essa dualidade, com uma relação complexa que mistura medo, atração e a constante luta contra os tabus de seu tempo.

“Nosferatu” reafirma Robert Eggers como um dos grandes nomes do cinema. Esta é uma obra que transcende o horror gótico tradicional, mergulhando fundo nas forças mais primordiais que moldam nossa existência. O filme não apenas honra o legado do original, mas o amplia, transformando a narrativa em uma reflexão sobre os impulsos que nos movem e nos destroem.

Ao final, é impossível sair ileso. O terror de “Nosferatu” vai muito além do profano, permanecendo em nossa mente como um pesadelo persistente, tão implacável quanto o próprio Conde Orlok.

O filme chega aos cinemas brasileiros em janeiro de 2025, para mais informações basta clicar aqui.

⭐⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 5 de 5.

Confira também: Os melhores filmes de terror de 2024

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Temas: CinemaNosferatuNosferatu 2024ResenhaReviewRobert Eggers

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