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Crítica: “O Aniversário” (Anniversary)

Texto: Ygor Monroe
15 de setembro de 2026
em Amazon Prime Video, Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas, Streaming

Uma família não precisa perceber exatamente quando começou a desmoronar. Talvez esse seja o aspecto mais incômodo de “O Aniversário”, filme de Jan Komasa que transforma uma celebração aparentemente banal em ponto de partida para cinco anos de deterioração política, afetiva e moral. Quando Ellen e Paul Taylor comemoram 25 anos de casamento cercados pelos quatro filhos, a imagem apresentada é quase irritantemente perfeita: uma família economicamente confortável, intelectualmente articulada, acostumada a permanecer junta e suficientemente privilegiada para acreditar que determinadas convulsões sociais sempre acontecerão do lado de fora de sua casa. O filme passa boa parte de sua duração destruindo essa certeza e encontra sua maior força justamente ao mostrar que grandes rupturas raramente chegam anunciando que pretendem mudar tudo.

Crítica: “O Aniversário” (Anniversary)
Crítica: “O Aniversário” (Anniversary)

Ellen, interpretada por Diane Lane, e Paul, vivido por Kyle Chandler, construíram uma vida ao lado de Josh, Anna, Cynthia e Birdie. O aniversário deveria funcionar como confirmação dessa estabilidade, mas a chegada de Liz reorganiza imediatamente a dinâmica. Ela aparece como namorada de Josh, mas não é exatamente uma desconhecida para Ellen. No passado, foi sua aluna, e o reencontro recupera conflitos que rapidamente ultrapassam qualquer constrangimento entre professora e ex estudante.

Liz está associada a um movimento chamado “A Mudança”, uma corrente política que cresce progressivamente até deixar de representar apenas uma posição ideológica e começar a alterar concretamente a organização da sociedade americana. O roteiro de Lori Rosene-Gambino utiliza essa ascensão como régua temporal para acompanhar os Taylor entre o 25º e o 30º aniversário de casamento de Ellen e Paul. Conforme “A Mudança” deixa as margens e conquista legitimidade, a família também vai sendo reorganizada por aquilo que cada integrante aceita, rejeita ou simplesmente decide tolerar.

A melhor decisão de “O Aniversário” está em não tratar a ruptura democrática como um acontecimento instantâneo, mas como uma sucessão de pequenas concessões que progressivamente deixam de parecer pequenas. Não existe uma manhã específica em que todos acordam dentro de outro país. As mudanças são incorporadas ao cotidiano, discursos antes considerados extremos começam a circular com naturalidade e pessoas que inicialmente pareciam constrangidas por determinadas ideias descobrem maneiras de conviver com elas.

É justamente aí que o ambiente doméstico deixa de ser apenas cenário. Komasa utiliza a família Taylor como miniatura de uma sociedade tentando continuar funcionando enquanto seus valores deixam de significar a mesma coisa para todos. As discussões políticas não permanecem abstratas porque estão sentadas à mesa de jantar, dormem nos quartos da casa, estabelecem relacionamentos e interferem diretamente na confiança entre pessoas que passaram décadas acreditando conhecer umas às outras.

Essa aproximação entre política e intimidade produz algumas das melhores cenas do filme. “O Aniversário” compreende que radicalização não acontece apenas em grandes discursos públicos. Ela também aparece quando uma conversa familiar muda de temperatura, quando determinada frase deixa de causar espanto ou quando alguém começa a relativizar aquilo que anteriormente consideraria inaceitável. O longa encontra tensão justamente nessa normalização.

A princípio, Liz poderia facilmente ser construída como uma invasora responsável por contaminar uma família saudável. Seria uma escolha simples e também bastante pobre. O filme é mais interessante quando deixa claro que as rachaduras já estavam ali. Ela não inventa as inseguranças dos Taylor, não cria todos os ressentimentos e certamente não possui sozinha o poder de destruir relações construídas durante décadas. Sua presença funciona como catalisador de algo que aquela família talvez tivesse conseguido ignorar por muito mais tempo.

Essa distinção é importante porque impede “O Aniversário” de se transformar apenas em uma história sobre uma mulher perigosa entrando em uma casa. A verdadeira ameaça do filme não está na possibilidade de uma ideologia invadir um espaço supostamente puro, mas na facilidade com que aquele espaço descobre que já possuía condições para recebê la.

Komasa trabalha muito bem essa deterioração através da encenação. Há enquadramentos que parecem ligeiramente deslocados, composições nas quais os personagens não ocupam exatamente o espaço que esperamos e uma sensação visual de desequilíbrio que cresce conforme a estabilidade familiar desaparece. Nem todas essas escolhas são discretas, mas funcionam porque a câmera começa a produzir fisicamente uma impressão que o roteiro desenvolve emocionalmente. Alguma coisa está fora do lugar antes mesmo que seja possível determinar exatamente o quê.

A casa também muda de significado conforme o tempo avança. No início, representa segurança, memória e continuidade. Aos poucos, os mesmos ambientes passam a concentrar hostilidade. A familiaridade permanece visualmente intacta enquanto as relações deixam de ser reconhecíveis, criando um contraste muito mais interessante do que qualquer transformação estética radical poderia produzir. O sofá continua no lugar. A mesa continua sendo a mesma. As pessoas é que já não conseguem ocupar esses espaços da mesma maneira.

Diane Lane é essencial para fazer essa transição funcionar. Ellen poderia ser interpretada de maneira explosiva, principalmente porque o roteiro lhe oferece motivos suficientes para isso, mas Lane prefere construir a personagem através da contenção. A raiva aparece no rosto antes de chegar à voz. O ressentimento é acumulado durante cenas inteiras e a atriz consegue fazer com que determinadas observações silenciosas tenham mais peso do que diálogos explicitamente políticos.

Lane interpreta Ellen como alguém obrigada a assistir à própria autoridade moral perder espaço dentro de um ambiente que durante anos considerou seguro. Isso produz uma vulnerabilidade muito particular porque a personagem não está simplesmente com medo de perder sua família. Ela também precisa enfrentar a possibilidade de que talvez nunca tenha compreendido completamente as pessoas que faziam parte dela.

Kyle Chandler trabalha em uma frequência diferente como Paul. Sua presença inicialmente ajuda a consolidar a imagem tradicional daquela família, mas a passagem do tempo permite que o personagem também seja atravessado pelas mudanças ao redor. O casamento, que deveria funcionar como eixo fixo da narrativa, deixa de estar protegido daquilo que acontece com os filhos e com o país. A celebração que abre o filme ganha, por isso, um significado progressivamente mais amargo quando percebemos que a passagem dos 25 para os 30 anos não mede apenas a duração daquela relação. Mede tudo aquilo que conseguiu sobreviver durante o intervalo.

Mckenna Grace encontra em Birdie uma das figuras mais fortes do conjunto. A atriz possui uma capacidade impressionante de combinar intensidade e vulnerabilidade sem fazer com que uma característica anule a outra. Birdie reage ao ambiente familiar como alguém que ainda está formando sua percepção sobre o mundo enquanto esse próprio mundo muda rapidamente ao seu redor. Grace consegue fazer dessa instabilidade algo muito mais humano do que simplesmente transformar a personagem em representação de uma geração.

Dylan O’Brien e Zoey Deutch também encontram bons momentos, embora sofram com um problema estrutural que atravessa praticamente todo o elenco: “O Aniversário” possui personagens demais para o espaço dramático que consegue oferecer a cada um deles. O filme quer acompanhar quatro filhos, seus relacionamentos, os pais, Liz e as diferentes consequências de “A Mudança” sobre cada trajetória. Essa ambição amplia a dimensão familiar da história, mas cobra um preço evidente.

Alguns conflitos aparecem com força e depois desaparecem durante tempo demais. Outros recebem uma resolução antes que tenham sido suficientemente desenvolvidos. Há personagens que parecem prestes a ocupar uma posição fundamental na narrativa e acabam deslocados quando outro núcleo precisa avançar. O conjunto é talentoso, mas o roteiro distribui atenção como se tivesse mais tempo do que realmente possui.

Essa fragmentação também interfere na progressão emocional. A proposta de acompanhar cinco anos é interessante porque permite observar a normalização de mudanças que seriam chocantes caso acontecessem todas de uma vez. O problema é que os saltos temporais ocasionalmente eliminam justamente as etapas que poderiam tornar determinadas transformações mais convincentes. Chegamos a uma nova fase da família e precisamos aceitar que algumas relações mudaram durante o espaço que não vimos.

Em determinados momentos isso funciona, porque o vazio obriga o público a perceber o tamanho da distância criada. Em outros, parece simplesmente que uma etapa importante ficou faltando. A estrutura temporal, portanto, é simultaneamente uma das melhores ideias do filme e uma de suas limitações mais evidentes.

Ainda assim, nenhuma escolha provoca tanta discussão quanto a maneira como “A Mudança” é construída. O movimento permanece deliberadamente indefinido. O roteiro evita vinculá lo de maneira absoluta a uma corrente política existente e procura reunir características associadas ao autoritarismo, à normalização do extremismo, ao culto de determinadas ideias e à erosão gradual de liberdades. A intenção parece evidente: impedir que a discussão seja reduzida a uma disputa partidária imediata e concentrar o filme nos mecanismos através dos quais uma sociedade aceita perder determinados valores. Conceitualmente, faz sentido. Dramaticamente, nem sempre.

Ao tentar fazer com que “A Mudança” possa representar qualquer extremismo, “O Aniversário” corre o risco de fazer com que ela não represente nada com precisão suficiente. Uma ideologia não produz consequências apenas porque é radical. Ela possui propostas, linguagem, interesses, inimigos e uma maneira específica de compreender poder. Retirar quase todas essas características pode tornar a parábola mais universal, mas também reduz a capacidade do espectador de entender por que tantas pessoas seriam atraídas por aquele movimento.

Esse vazio fica especialmente evidente porque o filme quer discutir radicalização. Para compreender como alguém é radicalizado, não basta saber que uma ideia é perigosa. Precisamos compreender por que ela parece sedutora para aquela pessoa. Precisamos saber qual frustração está sendo explorada, qual promessa está sendo oferecida e qual medo está sendo transformado em instrumento político.

“A Mudança” frequentemente aparece já carregada de ameaça. O filme sabe onde ela vai chegar e utiliza essa informação para construir desconforto desde o começo. Só que essa consciência também deixa parte do percurso fácil demais. O público percebe rapidamente que deve desconfiar daquele movimento, e o resultado é que algumas discussões acabam menos ambíguas do que o roteiro aparentemente gostaria.

Essa indefinição cria uma contradição fascinante. “O Aniversário” quer ser um filme político sem se tornar um filme partidário, uma escolha perfeitamente legítima, mas às vezes confunde ausência de partidarismo com ausência de especificidade. Não são a mesma coisa. Uma obra pode recusar alinhamentos simplistas e ainda assim ser extremamente precisa sobre aquilo que está criticando.

Quando o roteiro perde essa precisão, surge uma sensação de alarmismo. O filme acelera determinadas consequências políticas para construir uma realidade progressivamente distópica, e alguns acontecimentos parecem existir mais para demonstrar o tamanho do perigo do que para desenvolver organicamente aquele universo. É nesse ponto que a proximidade com “Black Mirror” se torna mais evidente. Não porque exista tecnologia especulativa no centro da história, mas porque a realidade é deslocada apenas o suficiente para que reconheçamos nosso presente dentro de uma versão ligeiramente pior dele.

A comparação também evidencia uma diferença importante. Os melhores episódios de “Black Mirror” normalmente estabelecem regras muito claras para seus universos e depois obrigam personagens a viver dentro delas. “O Aniversário” prefere trabalhar com uma ameaça mais nebulosa. Essa nebulosidade cria atmosfera, mas eventualmente enfraquece a discussão política porque o público precisa preencher lacunas que deveriam fazer parte da própria construção dramática.

Curiosamente, o filme é muito mais preciso quando abandona a escala nacional e retorna à família. Uma discussão entre Ellen e alguém próximo possui consequências mais palpáveis do que algumas das transformações políticas apresentadas ao redor deles. Um olhar de Diane Lane consegue comunicar melhor a erosão de confiança do que determinados acontecimentos utilizados para demonstrar o avanço de “A Mudança”. Isso acontece porque Komasa entende relações familiares melhor do que o roteiro entende movimentos políticos.

A intimidade possui memória. Quando alguém que conhecemos há décadas começa a dizer coisas que não reconhecemos, a primeira reação dificilmente é tratá lo como inimigo. Procuramos justificativas. Pensamos que talvez seja uma fase, uma provocação ou simplesmente uma opinião diferente. Tentamos preservar a imagem anterior daquela pessoa porque admitir que ela mudou também significa aceitar que nossa relação mudou junto.

É nesse espaço entre perceber o perigo e continuar amando quem está associado a ele que “O Aniversário” encontra sua parte mais dolorosa. Política deixa de ser uma discussão confortável quando romper com determinada ideia significa também romper com alguém que esteve sentado à mesma mesa durante toda a sua vida.

A própria escolha dos aniversários como estrutura ganha força por causa disso. Celebrações familiares funcionam como rituais de permanência. Reunimos as mesmas pessoas, contamos histórias antigas, repetimos fotografias e reafirmamos que alguma coisa continua existindo apesar da passagem do tempo. Komasa transforma esse ritual em instrumento de comparação. O que significa comemorar a permanência de um casamento enquanto tudo ao redor dele parece perder continuidade?

A passagem do 25º para o 30º aniversário funciona quase como uma experiência cruel. O filme apresenta uma fotografia inicial e depois pergunta o que restará dela cinco anos mais tarde. Não se trata apenas de descobrir quem ainda estará presente, mas de perceber se a ideia de família representada naquela primeira celebração continua significando alguma coisa.

Por isso, “O Aniversário” funciona melhor quando não tenta explicar a América inteira. A família Taylor já é material suficiente. Seus privilégios, contradições, medos e ressentimentos oferecem uma miniatura muito mais interessante daquilo que o filme pretende discutir. A política nacional ganha corpo quando atravessa aquelas relações e perde força quando tenta existir como alegoria abstrata fora delas.

A produção também merece crédito por não transformar todos os conflitos em grandes explosões dramáticas. Há discussões fortes, mas boa parte do desgaste acontece através de pequenos deslocamentos. Uma pessoa deixa de confiar na outra. Uma conversa termina diferente do que começaria alguns anos antes. Uma ausência passa a significar mais do que uma presença. É uma abordagem coerente com a ideia de que sociedades e famílias raramente desmoronam através de um único acontecimento.

O problema aparece quando o roteiro perde confiança nessa sutileza e decide explicar demais algumas de suas intenções. Determinados diálogos carregam uma função temática tão evidente que os personagens deixam momentaneamente de conversar entre si e passam a conversar com o espectador. São os momentos mais frágeis de uma obra que funciona muito melhor quando permite que suas ideias apareçam através das relações.

Mesmo com essas irregularidades, a força do elenco impede que o discurso engula completamente os personagens. Diane Lane permanece como centro emocional, mas Mckenna Grace consegue disputar esse espaço em diversas sequências. Kyle Chandler oferece estabilidade suficiente para que qualquer transformação em Paul tenha impacto, enquanto Dylan O’Brien, Madeline Brewer e Zoey Deutch encontram nuances mesmo quando suas trajetórias recebem menos desenvolvimento do que mereciam.

O tamanho do conjunto, porém, continua sendo um problema impossível de ignorar. Algumas dessas figuras poderiam sustentar filmes próprios, e condensá las dentro de uma narrativa que também precisa acompanhar cinco anos de transformação política produz inevitavelmente simplificações. A sensação não é de falta de ideias, mas justamente do contrário. “O Aniversário” parece querer discutir tudo antes que os créditos cheguem.

Essa ambição é admirável e também responsável por parte de suas falhas. O filme quer falar sobre família, democracia, doutrinação, extremismo, privilégios, juventude, ressentimento, casamento e responsabilidade individual diante de movimentos coletivos. Nem todas essas discussões recebem profundidade equivalente, mas elas partem de uma preocupação coerente: em que momento uma pessoa deixa de ser apenas espectadora de uma transformação política e passa a colaborar com ela através da própria passividade?

Talvez essa seja a pergunta que melhor sobrevive à indefinição de “A Mudança”. O filme não está tão interessado em determinar o primeiro momento em que uma sociedade se torna autoritária quanto em observar quantas pequenas coisas precisam ser aceitas para que aquilo que antes parecia impossível comece a parecer normal.

Nesse sentido, sua frieza também encontra alguma justificativa. Komasa não procura construir uma experiência permanentemente sentimental. Mesmo nos momentos de maior sofrimento, a câmera mantém uma distância que permite observar a família como parte de uma transformação maior. Às vezes essa opção reduz o impacto emocional, mas em outros momentos produz justamente o desconforto necessário. Estamos próximos o suficiente para conhecer aquelas pessoas e distantes o bastante para perceber o padrão que elas próprias não conseguem enxergar.

“O Aniversário” não é tão radical quanto sua premissa poderia sugerir e talvez seja justamente essa hesitação que impeça o filme de atingir algo verdadeiramente devastador. Ao recusar uma identidade política mais definida para “A Mudança”, o roteiro protege sua universalidade, mas sacrifica parte da contundência. Quer alertar sobre extremismo sem especificar demais o extremismo, quer discutir autoritarismo sem permitir que sua alegoria seja aprisionada por uma leitura partidária e quer falar sobre o presente através de uma distopia que permanece alguns passos distante da realidade.

Ainda assim, reduzir o longa a essa hesitação seria ignorar aquilo que ele consegue fazer muito bem. “O Aniversário” entende que democracia não desaparece apenas dentro de prédios governamentais. Ela também pode começar a desaparecer dentro de uma casa, durante uma conversa aparentemente banal, quando determinadas ideias deixam de causar vergonha e passam a encontrar espaço à mesa. Essa é uma imagem muito mais perturbadora do que qualquer grande demonstração de poder que o filme poderia criar.

Jan Komasa não entrega um tratado político definitivo e Lori Rosene-Gambino não constrói uma alegoria sem lacunas. O filme é evasivo quando deveria ser específico, alarmista quando poderia confiar mais na própria sutileza e populoso demais para desenvolver completamente todos os integrantes de sua excelente família ficcional. Ainda assim, sua capacidade de transformar deterioração política em deterioração afetiva produz momentos difíceis de ignorar.

A maior provocação de “O Aniversário” talvez esteja justamente naquilo que permanece depois de toda a discussão ideológica. Uma família pode sobreviver a opiniões diferentes. O que ela talvez não consiga sobreviver é ao momento em que seus integrantes deixam de compartilhar a mesma definição de liberdade, responsabilidade e dignidade. Quando isso acontece, continuar sentado à mesma mesa já não significa continuar pertencendo ao mesmo lugar.

E é justamente por isso que os aniversários importam tanto. Soprar velas normalmente significa celebrar aquilo que conseguiu permanecer. Em “O Aniversário”, cada passagem de tempo faz a pergunta oposta: quanto ainda precisa desaparecer até alguém finalmente admitir que aquilo que conhecia já acabou?

“O Aniversário”
Direção:
Jan Komasa
Elenco: Diane Lane, Kyle Chandler, Dylan O’Brien, Madeline Brewer, Zoey Deutch e Mckenna Grace
Disponível em: Amazon Prime Video

⭐⭐⭐

Avaliação: 2.5 de 5.

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Temas: CríticaDiane LaneDylan O’BrienKyle ChandlerMadeline BrewerResenhaReviewZoey Deutch

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