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Crítica: “O Auto da Compadecida 2”

Texto: Ygor Monroe
9 de dezembro de 2024
em Cinemas/Filmes, Entrevistas, Resenhas/Críticas

Baseado na aclamada peça teatral de Ariano Suassuna e carregando o peso cultural de sua primeira adaptação cinematográfica, “O Auto da Compadecida 2” traz um reencontro emocionante com personagens que marcaram a dramaturgia brasileira. O filme, dirigido por Guel Arraes e Flávia Lacerda, é uma continuação direta do clássico de 2000 e revive a dupla Chicó e João Grilo, interpretados por Selton Mello e Matheus Nachtergaele, após um intervalo de 25 anos.

O filme estreia nos cinemas brasileiros em 25 de dezembro de 2024.

Crítica: "O Auto da Compadecida 2" | Foto: Reprodução
Crítica: “O Auto da Compadecida 2” | Foto: Reprodução

A história se passa na Taperoá recriada em estúdios, onde o retorno de João Grilo, agora uma lenda na região, desencadeia novos desdobramentos cômicos e reflexivos. Chicó, que manteve vivo o legado do amigo com suas narrativas, reencontra o parceiro para enfrentar novas tramas e personagens inéditos. A produção, que também se inspira em outras obras de Suassuna, como “A Farsa da Boa Preguiça“, entrega uma narrativa que combina humor, crítica social e brasilidade em um cenário nordestino recriado com a ajuda de tecnologias como telas de LED.

Durante a coletiva de imprensa, Selton Mello destacou a conexão visceral com seu personagem. “O Chicó continua o mesmo: ingênuo, imaginativo, uma criança no fundo. Quando vi Matheus com o dentinho, tudo se encaixou. Foi como vestir uma roupa que sempre coube. A gente brincou, se emocionou, e isso transparece na tela. Atuar é brincar, e com esse elenco, é pura diversão.”

Matheus Nachtergaele, emocionado, compartilhou a responsabilidade de reviver João Grilo, personagem que transcendeu gerações. “Depois de 25 anos, reencontrar João Grilo é como revisitar um pedaço da alma brasileira. Esses personagens são íntimos do público. Eles nos conectam a uma brasilidade que se apoia em pilares como Suassuna e Machado de Assis. Revestir esse herói popular é um presente e uma responsabilidade imensa.”

Tais Araújo, que interpreta Nossa Senhora, descreveu sua jornada como um desafio e uma realização. “Quando fui chamada, aceitei na hora, mas depois pensei: ‘Como vou fazer isso?’ Estar ali era um sonho. Foi emocionante vestir o figurino e sentir o peso simbólico do papel. Em um momento, assistindo ao reencontro de Chicó e João Grilo no set, não consegui conter as lágrimas. Era lindo demais. Essa obra vive dentro de todos nós.”

Confira a resposta da atriz Taís Araújo em entrevista ao Caderno Pop:

Afinal, o filme é bom?

A narrativa, centrada no reencontro de João Grilo (Matheus Nachtergaele) e Chicó (Selton Mello) 25 anos após os eventos do primeiro filme, começa promissora. As mentiras de João Grilo seguem sendo o motor das confusões, mas o enredo logo se complica em uma avalanche de subtramas que perdem a clareza e o ritmo. Tentativas de incluir discussões políticas contemporâneas, ainda que bem-intencionadas, acabam dispersas e desconectadas, tornando o filme confuso e incapaz de atingir a profundidade necessária para tal abordagem.

No humor, o longa entrega momentos genuínos, sustentados principalmente por Nachtergaele, que revive João Grilo com maestria. Selton Mello, no entanto, parece ligeiramente fora de sintonia, algo que pode ser efeito de seu tom dramático em outros trabalhos recentes. Entre os novos personagens, a Nossa Senhora de Taís Araújo se destaca, trazendo frescor e graça à trama. Ainda assim, o desenvolvimento dos personagens secundários deixa a desejar, especialmente se comparado ao primeiro filme, que exibia um equilíbrio mais cuidadoso entre o elenco.

O aspecto visual é arrojado e remete à estética de Wes Anderson, com cenários meticulosamente compostos e uma paleta de cores vibrante. Apesar disso, os efeitos visuais carecem de polimento, e a escolha de dublar grande parte do áudio (possivelmente para reforçar a teatralidade) prejudica a imersão. O som direto existe por um motivo, e não explorá-lo em um projeto dessa magnitude é um erro técnico que ecoa pelos momentos mais emocionais da história.

Embora carregue o charme nostálgico de revisitar personagens tão emblemáticos, o filme peca em criatividade, especialmente em seu desfecho. O esforço para modernizar a história parece inconsistente, e a transição do contexto cultural original para os dias de hoje não flui de forma natural. “O Auto da Compadecida 2” acerta ao resgatar o espírito cômico e irreverente da obra de Ariano Suassuna, mas deixa a desejar na coesão e profundidade.

Como comédia, o longa ainda diverte, e sua produção esbanja talento. Contudo, para os fãs do primeiro filme, a comparação é inevitável e, infelizmente, decepcionante. Apesar de seus pontos altos, falta à sequência a magia e o equilíbrio que tornaram “O Auto da Compadecida” um clássico. É um esforço digno, mas que, no fim das contas, deixa a sensação de que algumas histórias talvez devessem permanecer intocadas.

⭐⭐⭐

Avaliação: 3 de 5.

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Temas: CinemaCríticaEntrevistaO Auto da Compadecida 2ResenhaReview

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