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Crítica: “O Bad Boy e Eu” (Sidelined: The QB and Me)

Texto: Ygor Monroe
13 de novembro de 2025
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

Existem filmes que desafiam a lógica, e existem aqueles que desafiam a paciência. “O Bad Boy e Eu” faz parte do segundo grupo. É uma colagem de clichês adolescentes reciclados, um produto tão genérico que parece ter saído direto de um experimento entre o algoritmo do TikTok e o romantismo raso do Wattpad.

Crítica: "O Bad Boy e Eu" (Sidelined: The QB and Me)
Crítica: “O Bad Boy e Eu” (Sidelined: The QB and Me)

A direção de Justin Wu tenta vestir o roteiro previsível de Mary Gulino com brilho de romance teen, mas o resultado é uma mistura de comédia involuntária e melodrama plastificado. A trama acompanha Dallas (Siena Agudong), uma líder de torcida decidida a entrar em uma escola de dança para honrar a memória da mãe, e Drayton (Noah Beck), o típico astro do futebol americano que carrega o título de bad boy sem nunca realmente parecer um. O encontro dos dois deveria incendiar a tela, mas o que se vê é um desfile de frases prontas, conflitos fabricados e uma química tão forçada que mais parece ensaio de peça colegial.

Nada aqui soa natural. As interações entre os protagonistas seguem uma cartilha já esgotada, repleta de olhares longos, silêncios constrangedores e diálogos que parecem ter sido escritos por uma inteligência artificial com overdose de açúcar. O roteiro tenta equilibrar o drama pessoal de Dallas com a superficialidade da vida de Drayton, mas nenhuma dessas dimensões ganha profundidade real. Tudo se resolve com velocidade e artificialidade, como se o próprio filme estivesse apressado para acabar.

Noah Beck até se esforça em sua estreia como ator, mas é engolido por um texto que não lhe oferece espaço para respirar. Siena Agudong carrega o protagonismo com competência técnica, mas sem brilho. A direção de arte e a fotografia reproduzem a estética saturada das produções adolescentes norte-americanas recentes, sem nenhuma identidade visual ou narrativa que a diferencie de outras dezenas de romances genéricos lançados no streaming.

“O Bad Boy e Eu” é o tipo de filme que tenta ser fofo e acaba sendo constrangedor. A proposta de unir dança, futebol americano e superação pessoal até poderia render um bom entretenimento juvenil, mas o longa se perde na indecisão entre ser romântico ou inspirador. Nenhuma das duas intenções se concretiza. Tudo é excessivamente ensaiado, limpo demais, sem verdade alguma.

É curioso como o título parece prometer uma história de opostos que se completam, quando na realidade entrega dois personagens presos em arquétipos sem vida. Dallas é a garota focada que se sabota emocionalmente, Drayton é o garoto perfeito que finge ter problemas, e o resto do elenco parece existir apenas para preencher lacunas entre uma cena de dança e outra.

Ao final, o filme tenta amarrar tudo com uma mensagem sobre sonhos e escolhas, mas o resultado é um discurso vazio que não emociona. Fica a sensação de ter assistido a uma grande propaganda de perfume adolescente disfarçada de história de amor.

Em uma indústria que continua apostando na nostalgia do romance colegial, “O Bad Boy e Eu” é mais uma lembrança de que repetir fórmulas não é o mesmo que contar boas histórias. A magia da paixão juvenil se esvai quando tudo parece calculado, previsível e desconectado da realidade.

“O Bad Boy e Eu”
Direção: Justin Wu
Roteiro: Mary Gulino
Elenco: Siena Agudong, Noah Beck, James Van Der Beek
Disponível nos cinemas.

⭐⭐

Avaliação: 2 de 5.

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