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Crítica: “O Bom Bandido” (Roofman)

Texto: Ygor Monroe
16 de outubro de 2025
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

Existe algo deliciosamente irônico em ver Derek Cianfrance, o mesmo diretor de “Blue Valentine” e “O Lugar Onde Tudo Termina”, mergulhar num filme de assalto cheio de afeto e caos doméstico. “O Bom Bandido” é exatamente isso: um híbrido entre comédia romântica, drama moral e fábula policial sobre um homem que erra tentando fazer o certo. Inspirado na história real de Jeffrey Manchester, o “ladrão do telhado”, o longa transforma um caso criminal em um estudo sobre solidão, desejo e as falhas humanas que insistem em parecer virtudes.

Crítica: "O Bom Bandido" (Roofman)
Crítica: “O Bom Bandido” (Roofman)

Jeffrey, vivido por um Channing Tatum em um dos melhores papéis da carreira, é um ex-soldado, pai divorciado e ladrão metódico que enxerga o mundo como um sistema de brechas. Ele não rouba por ganância, mas por instinto de sobrevivência. Quando se esconde dentro de uma loja de brinquedos após fugir da prisão, o filme muda de tom e revela seu coração. A convivência clandestina entre estantes e caixas coloridas se torna o cenário improvável de um renascimento, tanto para ele quanto para Leigh, a vendedora interpretada por Kirsten Dunst, que o conhece sem conhecer.

Cianfrance filma o romance dos dois com uma ternura que parece escapar de um mundo de plástico. Há uma sinceridade quase infantil no modo como o diretor constrói o vínculo entre o criminoso e a mulher comum, como se a vida pudesse ser reinventada dentro de uma loja de brinquedos. As cenas entre Tatum e Dunst têm uma química palpável, sustentada por olhares e gestos que dizem mais do que o roteiro permite. É nesse espaço entre o real e o ingênuo que o filme encontra sua força.

Mas “O Bom Bandido” não é uma fábula ingênua. O filme entende que bondade e moralidade são conceitos diferentes, e que a empatia nem sempre justifica o erro. Jeffrey é um homem quebrado tentando se convencer de que suas boas intenções bastam. Cianfrance o observa com ambiguidade, sem julgá-lo, mas também sem absolvê-lo. E essa escolha torna o longa mais humano, mais próximo da imperfeição que move seus personagens.

O diretor, acostumado a retratar o colapso das relações, se permite rir de si mesmo. A leveza está presente em cada detalhe, das sequências de assalto coreografadas como esquetes de comédia até o humor agridoce que se infiltra nas situações mais trágicas. O resultado é um filme que surpreende por ser tão caloroso quanto crítico, tão divertido quanto melancólico. Peter Dinklage surge como o gerente rabugento que não entende o absurdo à sua volta, e a presença dele é o tempero exato para manter o equilíbrio entre o riso e a tensão.

“O Bom Bandido” é sobre enganar o sistema, mas também sobre enganar a si mesmo. É o retrato de um homem que encontra redenção em uma mentira bonita, e de um cineasta que finalmente descobre leveza no caos. Em um tempo de filmes repetidos e fórmulas previsíveis, Cianfrance entrega algo raro: um conto criminal que acredita na delicadeza, um filme de amor escondido entre brinquedos e culpa.

“O Bom Bandido”
Direção: Derek Cianfrance
Roteiro: Derek Cianfrance, Kirt Gunn
Elenco: Channing Tatum, Kirsten Dunst, Ben Mendelsohn
Gêneros: Comédia, Drama, Suspense
Duração: 2h06min
Disponível nos cinemas a partir de 16 de outubro de 2025.

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