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Crítica: “O Brutalista” (The Brutalist)

Texto: Ygor Monroe
3 de março de 2025
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

Há filmes que exploram a condição humana de forma tão profunda que nos envolvem completamente. “O Brutalista”, dirigido por Brady Corbet, é um desses raros exemplares. A trama, ambientada em 1947, segue o arquiteto húngaro László Tóth (Adrien Brody) e sua esposa Erzsébet (Felicity Jones) em uma busca por reconstrução após a devastação da Segunda Guerra Mundial. Nos Estados Unidos, a promessa de um futuro resplandece, mas a realidade é tão brutal quanto os traços modernistas que László busca imprimir no novo continente.

Um dos destaques da edição de 2025 levou para casa o prêmio de melhor ator para Adrien Brody, por “O Brutalista”, além do prêmio de fotografia.

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Crítica: "O Brutalista" (The Brutalist)
Crítica: “O Brutalista” (The Brutalist)

O filme é um estudo de contrastes, idealismo versus pragmatismo, arte versus comércio, poder versus submissão. Quando László recebe a proposta de Harrison Van Buren (Guy Pearce), um industrial carismático e calculista, para projetar um monumento modernista que simbolize a América moderna, o sonho americano parece tangível. Mas logo se revela uma moeda de duas faces: o reconhecimento artístico de László vem condicionado pela exploração e pelo controle absoluto de Van Buren.

A atuação de Adrien Brody é visceral, conferindo a László uma complexidade que transita entre o brilhantismo e a vulnerabilidade. Guy Pearce rouba cenas com sua interpretação magnética de Harrison, encapsulando o cinismo de uma elite que vê a arte como ferramenta de poder, e não como expressão. E então há Felicity Jones, cuja personagem, Erzsébet, parece um eco distante no universo grandioso do filme. Embora necessária à narrativa, sua caracterização carece de profundidade, tornando-se um ponto de desequilíbrio na tapeçaria emocional do longa.

Visualmente, “O Brutalista” é um deslumbre. A cinematografia de Lol Crawley, utilizando o formato VistaVision, transforma cada cena em uma pintura, enquanto o design de produção de Judy Becker evoca o espírito do modernismo com perfeição quase dolorosa. A trilha sonora de Daniel Blumberg adiciona camadas de emoção, oscilando entre o sublime e o melancólico, refletindo os altos e baixos de László.

O roteiro de Corbet e Mona Fastvold é ambicioso, abordando temas como perseguição religiosa, culpa, trauma e a insidiosa influência do capitalismo. Há momentos de introspecção pura, como a cena em que László e seu primo Attila (vivido de forma marcante por Alessandro Nivola) constroem uma biblioteca para o filho de Harrison. Aqui, a arquitetura é mais que um trabalho; é redenção, uma reconexão com a essência criativa de László.

Por outro lado, o filme também sabe ser cruel. Em uma cena devastadora, Harrison confronta László com a pergunta: “Se você se ressente de sua perseguição, por que se torna um alvo tão fácil?” É um golpe que reflete profundamente, encapsulando as dinâmicas de poder entre os personagens e as estruturas sociais que os moldam.

O longa reflete como sistemas maiores, sejam políticos, econômicos ou sociais moldam vidas e sonhos. É um filme que exige atenção e reflexão, com momentos que nos deixam sem fôlego. Ainda assim, sua grandiosidade às vezes vacila, especialmente na segunda metade, onde as costuras da narrativa começam a aparecer.

Apesar de suas imperfeições, o filme se consolida como uma obra monumental, explorando com maestria a fragilidade humana diante de forças incontroláveis. O final, em particular, é um golpe de mestre poderoso, melancólico e impossível de esquecer. Para quem busca cinema que transcenda o entretenimento, “O Brutalista” é uma experiência imprescindível.

⭐⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 5 de 5.

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Temas: CinemaCríticaO BrutalistaResenhaReviewThe Brutalist

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