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Crítica: “O Homem Invisível” (The Invisible Man)

Texto: Ygor Monroe
25 de fevereiro de 2025
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

Lançado em 2020 pela Blumhouse Productions e dirigido por Leigh Whannell, “O Homem Invisível” é um thriller psicológico que reinventa o conto clássico de H.G. Wells sob uma nova perspectiva: a do terror psicológico associado ao abuso e ao gaslighting. Elisabeth Moss assume o papel de Cecilia Kass, uma mulher que tenta escapar das garras de seu ex-namorado abusivo, Adrian Griffin (Oliver Jackson-Cohen), apenas para descobrir que a sua presença se mantém, invisível e manipuladora, mesmo após sua suposta morte. O filme se destaca ao equilibrar elementos de suspense, horror e drama, criando uma narrativa intensa sobre relações abusivas e os efeitos devastadores do controle coercitivo.

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Crítica: "O Homem Invisível" (The Invisible Man)
Crítica: “O Homem Invisível” (The Invisible Man)

O grande mérito de “O Homem Invisível” está na sua abordagem minuciosa do terror psicológico. Whannell conduz a narrativa com um olhar meticuloso sobre a dinâmica do abuso emocional, evitando clichês e apostando em uma atmosfera de paranoia crescente. Diferente das adaptações anteriores do clássico de Wells, que exploravam a ficção científica e o poder da invisibilidade como uma ameaça social, essa versão se aprofunda na perspectiva da vítima, colocando o espectador dentro da mente de Cecilia e fazendo-o questionar a realidade junto com ela. A direção de fotografia enfatiza esse aspecto, utilizando enquadramentos vazios para sugerir a presença invisível de Adrian e intensificar o suspense.

A sequência inicial do filme é um exemplo perfeito da abordagem do diretor. Cecilia foge da casa de Adrian em uma cena que, sem precisar de diálogos expositivos, estabelece o terror que ela vive diariamente. Cada movimento é calculado, cada ruído amplificado pelo silêncio opressor. Essa introdução já deixa claro que o verdadeiro horror da história não está na invisibilidade, mas sim no controle absoluto que Adrian exerce sobre sua vítima.

Relações tóxicas: quando o abuso é invisível

O filme traz uma discussão essencial sobre relacionamentos abusivos e gaslighting. Cecilia vive em um ciclo de terror psicológico que a faz duvidar de sua própria sanidade, um fenômeno comum em relacionamentos onde a manipulação psicológica é utilizada para enfraquecer a vítima. Adrian não precisa estar presente fisicamente para continuar exercendo domínio sobre ela, e essa é uma das metáforas mais contundentes do filme: o trauma do abuso persiste mesmo quando o agressor desaparece.

O gaslighting é explorado de maneira sutil, mas eficiente. Cecilia tenta provar para seus amigos e familiares que Adrian ainda a persegue, mas sua narrativa é constantemente desacreditada. Essa dinâmica reflete situações reais em que vítimas de abuso encontram dificuldades para serem levadas a sério, seja por falta de evidências concretas ou pelo desgaste emocional que as impede de argumentar de forma convincente.

Além dos relacionamentos amorosos: o abuso no ambiente social e profissional

Embora “O Homem Invisível” foque na relação abusiva entre Cecilia e Adrian, é importante destacar que relações tóxicas existem em diversos contextos, incluindo amizades, família e ambiente de trabalho. O filme não apenas ilustra o controle emocional de um parceiro, mas também a dificuldade que uma vítima tem em buscar apoio, muitas vezes sendo silenciada ou desacreditada por aqueles ao seu redor.

O personagem de Tom (Michael Dorman), irmão de Adrian, é um exemplo disso. Inicialmente, ele se apresenta como um aliado de Cecilia, tentando convencê-la de que Adrian está realmente morto. No entanto, sua própria relação com Adrian revela outra camada de abuso, mostrando que o poder e a manipulação de um agressor podem se estender para além de um relacionamento romântico.

Como escapar de um abusador?

O filme ilustra com precisão o ciclo de abuso e o desafio de escapar dele. No mundo real, sair de uma relação abusiva é um processo complexo, muitas vezes impedido pelo medo, pela dependência emocional e financeira ou pela falta de suporte da sociedade. Cecilia só consegue recuperar sua autonomia quando encontra uma maneira de expor a verdade e retomar o controle da narrativa.

No entanto, a resolução da história levanta questões importantes: a vítima precisa se tornar agressiva para sobreviver? A justiça institucional falha em protegê-la? O desfecho do filme sugere que, para Cecilia, não havia outra alternativa senão resolver a situação por conta própria, o que pode ser interpretado tanto como um ato de empoderamento quanto como uma crítica à ineficácia das instituições em proteger vítimas de abuso.

Identificando e lidando com narcisistas

A personalidade de Adrian Griffin reflete traços comuns de pessoas narcisistas e manipuladoras. Alguns sinais incluem:

  • Falta de empatia: Ele desconsidera completamente os sentimentos e o bem-estar de Cecilia.
  • Controle excessivo: Mantém Cecilia isolada e monitorada.
  • Desacredita a vítima: Usa o gaslighting para fazer com que Cecilia duvide de si mesma.
  • Aparente generosidade: No início, ele se apresenta como um parceiro carismático e protetor, uma tática comum de abusadores para criar dependência emocional.

Identificar esses padrões de comportamento é essencial para que possamos nos proteger e ajudar outras pessoas a reconhecerem relações prejudiciais.

Buscando ajuda

No Brasil, existem organismos governamentais e ONGs que oferecem suporte para vítimas de violência psicológica e doméstica, como a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, que fornece orientação e suporte para mulheres em situação de violência.

Se você ou alguém que conhece está em uma situação de abuso, é fundamental buscar ajuda de profissionais, amigos ou família confiável.

“O Homem Invisível” é um thriller impactante não apenas pelo terror psicológico, mas pela discussão realista que propõe sobre abuso e gaslighting. O filme nos lembra da importância de validar as experiências das vítimas, oferecer suporte e reconhecer os sinais de relações tóxicas. Cuidar da saúde mental é essencial, e procurar ajuda não é um sinal de fraqueza, mas de coragem.

⭐⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 5 de 5.

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Temas: CinemaCríticaO Homem InvisívelResenhaReviewThe Invisible Man

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