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Crítica: “O Melhor do Mundo” (Lo Mejor Del Mundo)

Texto: Ygor Monroe
21 de junho de 2025
em Cinemas/Filmes, Netflix, Resenhas/Críticas, Streaming

“O Melhor do Mundo” tenta construir um drama sobre paternidade afetiva, mas tropeça ao transformar uma história delicada em um amontoado de decisões narrativas problemáticas. O que poderia ser um filme sensível sobre laços formados além do DNA se torna, infelizmente, uma sucessão de escolhas que revelam o quanto ainda é fácil absolver personagens masculinos emocionalmente irresponsáveis em nome de uma suposta redenção tardia.

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Crítica: "O Melhor do Mundo" (Lo Mejor Del Mundo)
Crítica: “O Melhor do Mundo” (Lo Mejor Del Mundo)

A proposta até soa promissora em tese: um homem descobre que o filho que criou não é biologicamente seu, mas opta por manter o vínculo afetivo mesmo assim. É um ponto de partida interessante, que poderia abrir espaço para reflexões sobre afeto, compromisso e a diferença entre ser pai e apenas gerar uma criança. Mas o filme nunca consegue lidar com isso de forma profunda. Tudo acontece rápido demais, raso demais, conveniente demais. E o que era para ser emocionante vira uma jornada inócua, sem tempo para amadurecer nenhum dos seus conflitos.

É difícil ignorar o modo como a trama se constrói sobre um personagem que abandonou o filho depois da separação e só decide reaparecer quando se depara com uma suposta dúvida genética. Não há tentativa real do roteiro em questionar esse comportamento. Pelo contrário, o filme parece mais interessado em celebrar a epifania desse pai do que em analisar as consequências do seu afastamento ou da sua negligência emocional. É uma narrativa que coloca o protagonismo no homem e trata a criança como instrumento para sua jornada de autoconhecimento, o que revela uma certa distorção de perspectiva.

A estrutura da obra também colabora pouco para torná-la memorável. É tudo extremamente previsível, com um arco dramático que se desenha com o piloto automático ligado. Não há surpresas, nem tensão emocional suficiente. O conflito sobre a paternidade biológica se desenrola como se fosse um mistério de novela da tarde, e mesmo quando tenta ser tocante, o roteiro se sabota ao insistir em resoluções simplistas e diálogos expositivos.

O problema não é o tema, é o tratamento. Faltam nuances, faltam silêncios, faltam dilemas reais. O filme poderia ter mergulhado na dor da criança que perde a mãe e é imediatamente exposta a uma nova rejeição, dessa vez vinda de quem deveria acolher. Mas tudo parece girar em torno da angústia do pai, de suas dúvidas, de suas faltas, e da sua tentativa de compensá-las com gestos tardios que jamais enfrentam as verdadeiras consequências do abandono. É como se bastasse ele aparecer, chorar uma vez, e tudo estivesse resolvido.

Visualmente, o filme é funcional, mas não há nada que eleve sua estética além do básico. A direção é burocrática, a trilha sonora tenta forçar emoção onde o texto não dá conta e, embora o elenco tenha talento, o material entregue não exige muito. As interações entre pai e filho têm seus momentos de leveza e sinceridade, mas são exceções em meio a um drama que nunca parece saber o que está realmente querendo dizer.

“O Melhor do Mundo” tenta ser um filme sobre amor incondicional, mas falha ao naturalizar a instabilidade emocional como parte do pacote da paternidade masculina contemporânea. A ideia de que homens podem abandonar, duvidar, se arrepender e voltar como heróis é reforçada com uma leveza desconcertante. E isso mina a potência de uma história que tinha tudo para ser impactante.

É um filme que desperdiça uma boa ideia em troca de atalhos emocionais e soluções fáceis. Faltou coragem para encarar de frente as dores que a trama sugere. Faltou tempo para desenvolver seus personagens com verdade. Faltou senso crítico para não transformar uma jornada de negligência em um arco de redenção barato. E, principalmente, faltou responsabilidade ao colocar o foco em quem partiu, em vez de em quem ficou. Porque, no fim, ser pai vai muito além de decidir voltar. É estar presente desde sempre. E nisso, o filme escorrega feio.

⭐⭐

Avaliação: 1.5 de 5.

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