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Crítica: “O Refúgio Atômico” (El refugio atómico)

Texto: Ygor Monroe
6 de outubro de 2025
em Minisséries, Netflix, Resenhas/Críticas, Streaming

Há quem diga que o fim do mundo revela o que há de mais humano em nós. “O Refúgio Atômico” prefere ir além dessa obviedade. A série transforma o apocalipse em vitrine e o desespero em luxo, criando um paradoxo visual e moral onde o isolamento se torna um experimento social.

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Crítica: "O Refúgio Atômico" (El refugio atómico)
Crítica: “O Refúgio Atômico” (El refugio atómico)

No subsolo do Kimera Underground Park, um bunker de design futurista, quadras de basquete se iluminam como se o colapso fosse apenas mais um espetáculo. Há spas, academias e menus dignos de hotéis cinco estrelas, tudo desenhado para a elite que acredita poder comprar até a salvação. Mas enquanto o mundo se desfaz na superfície, o verdadeiro colapso se instala nas paredes de concreto. A tensão ali é mais radioativa do que qualquer bomba lá fora.

Max, recém-saído da prisão, é o ponto de entrada nesse universo sufocante. Condenado por um acidente que destruiu sua vida e a da mulher que amava, ele se junta aos bilionários por obrigação familiar, e descobre que até o refúgio mais caro do planeta não tem espaço para a culpa. A série usa o bunker como espelho e o reflexo que retorna é deformado, cruel e absolutamente humano.

Álex Pina e Esther Martínez Lobato, os mesmos criadores de “La Casa de Papel”, constroem aqui uma narrativa que alterna claustrofobia e farsa com precisão quase matemática. Nada é exatamente o que parece. O apocalipse talvez nunca tenha acontecido. O refúgio talvez seja apenas um laboratório psicológico. E cada luxo oferecido àqueles que compraram a própria sobrevivência esconde uma armadilha moral.

A direção investe em um realismo sufocante, quase teatral, onde cada corredor do bunker parece encenar a falência de um valor humano. As câmeras exploram rostos antes do cenário, e o som constante das máquinas de ventilação cria um ruído que não desaparece como se o ar ali também estivesse contaminado por mentira e vaidade. Há beleza na decadência, e a série sabe explorar isso até o limite.

Quando o roteiro revela que tudo pode ter sido uma manipulação, o que se desfaz não é o mundo exterior, mas a noção de verdade. Os bilionários, que acreditavam estar protegidos, tornam-se ratos observados em um experimento sobre poder e autopreservação. “O Refúgio Atômico” entende o medo não como reação, mas como moeda.

Visualmente impactante, moralmente incômoda e psicologicamente exaustiva, a produção confirma que o apocalipse mais perigoso é aquele que acontece dentro da mente. E o bunker, antes símbolo de proteção, se revela um santuário da alienação. Lá embaixo, o ser humano volta a ser o que sempre foi: vulnerável, contraditório e disposto a qualquer coisa para se sentir seguro.

“O Refúgio Atômico”
Direção: Álex Pina, Esther Martínez Lobato
Elenco: Miren Ibarguren, Joaquín Furriel, Natalia Verbeke
Disponível em: Netflix

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 3.5 de 5.

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