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Crítica: Olly Alexander, “Polari”

Texto: Ygor Monroe
7 de fevereiro de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Olly Alexander apresenta “Polari”, um álbum que busca capturar a essência de uma linguagem codificada de resistência e autoexpressão queer. Inspirado pelo dialeto Polari e sua história como ferramenta de comunicação dentro da comunidade LGBTQIA+, o disco se estrutura como um manifesto musical que revisita o passado enquanto se projeta para o futuro. Essa abordagem conceitual dá ao trabalho um caráter quase documental, transformando-o em uma celebração da identidade e do direito de existir abertamente.

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Crítica: Olly Alexander, "Polari"
Crítica: Olly Alexander, “Polari”

A musicalidade de “Polari” reflete essa dualidade entre refinamento e aspereza. As faixas são polidas, bem produzidas e carregam uma estética Hi-NRG que instiga a dança e o movimento. Esse gênero, que surgiu na cena clubber dos anos 80 e foi fundamental para a cultura LGBTQIA+, casa perfeitamente com a proposta do disco, criando um senso de continuidade histórica. Contudo, essa energia muitas vezes se dilui em escolhas que priorizam a acessibilidade radiofônica, o que pode frustrar aqueles que esperavam um álbum mais ousado e experimental. Há uma evidente busca por equilíbrio entre o desejo de entregar um material artisticamente relevante e, ao mesmo tempo, manter sua viabilidade dentro da indústria musical mainstream.

“When We Kiss” se destaca como um dos pontos altos do disco, representando de forma exemplar o que Olly Alexander pode fazer de melhor. Sua construção melódica e produção vibrante entregam um pop sofisticado e emocionalmente carregado, que reforça a identidade do artista. A canção remete às grandes baladas eletrônicas de ícones como Pet Shop Boys e Erasure, ao mesmo tempo que incorpora um frescor diferenciado. Há uma urgência romântica em sua execução, uma euforia contida que funciona como uma perfeita fusão entre desejo e nostalgia. É aqui que a intenção do álbum se concretiza de maneira mais evidente: capturar uma experiência queer universal, ao mesmo tempo pessoal e coletiva.

No entanto, a expectativa gerada pelos singles de pré-lançamento pode ter contribuído para uma percepção desigual do álbum como um todo. Muitas das faixas, embora tecnicamente bem executadas, carecem da intensidade emocional que se esperava, tornando-se formulaicas ou, em alguns casos, até mesmo desinteressantes. A segunda metade do disco, especialmente, sofre com esse problema, apresentando composições que não conseguem sustentar o dinamismo inicial e acabam caindo em uma repetição que compromete sua longevidade. Canções como “Shadow of Love” tentam emular o espírito melancólico do synthpop oitentista, mas acabam soando artificiais, como se fossem uma reprodução mecânica de uma estética já bem explorada, sem um verdadeiro propósito emocional por trás.

Ainda assim, “Polari” tem seus méritos. É um álbum que valoriza a narrativa queer e se constrói a partir de referências bem selecionadas, transportando elementos do passado para um contexto complexo. Em seu melhor momento, o disco se aproxima da melhor tradição da dance music eletrônica, evocando uma atmosfera que remete tanto à cultura ballroom quanto às raves clandestinas que foram refúgio para a comunidade LGBTQIA+. O problema é que essa intenção nem sempre se traduz de forma coesa ao longo do álbum. Enquanto algumas faixas conseguem capturar essa essência, outras parecem diluídas por uma necessidade de aderência a fórmulas já estabelecidas pelo mercado pop.

O conceito de “Polari” é ambicioso, mas sua execução nem sempre alcança o mesmo nível de profundidade. A ideia de explorar um código linguístico secreto como metáfora para identidade e autoexpressão é brilhante, mas algumas músicas falham em transmitir essa potência narrativa de maneira convincente. O álbum parece oscilar entre a celebração e a tentativa de agradar um público mais amplo, resultando em um trabalho que, embora sofisticado, nem sempre consegue escapar da previsibilidade.

No fim, “Polari” se apresenta como um disco competente e bem estruturado, mas que deixa a sensação de que Olly Alexander poderia ter sido mais ousado. Algumas faixas certamente encontrarão seu lugar em playlists e apresentações ao vivo, mas como um todo, o álbum parece preso entre a tentativa de expansão e a perda de um charme que antes vinha naturalmente. A banda ainda tem espaço para evoluir e definir seu caminho, e a maneira como lidará com essa transição pode determinar seu futuro no pop eletrônico. O desafio agora é encontrar um equilíbrio que permita crescer sem perder a autenticidade que o tornou relevante em primeiro lugar. “Polari” é, acima de tudo, uma tentativa válida de reconectar o pop com sua herança queer, ainda que sua execução nem sempre esteja à altura de seu conceito brilhante.

Nota final: 60/100

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Temas: CríticaLançamentoOlly AlexanderPolariResenhaReview

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