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Crítica: “Quarto do Pânico”

Texto: Ygor Monroe
13 de fevereiro de 2026
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas, Streaming, Telecine

Portas blindadas sempre prometem segurança, mas o que acontece quando o perigo já está dentro da casa? “Quarto do Pânico” retorna ao imaginário coletivo mais de duas décadas depois do cult dirigido por David Fincher, agora sob o olhar de Gabriela Amaral Almeida, propondo uma releitura brasileira que dialoga com nossos fantasmas sociais e urbanos.

Crítica: "Quarto do Pânico"
Crítica: “Quarto do Pânico”

A premissa permanece reconhecível. Mãe e filha se trancam em um quarto secreto após criminosos invadirem a residência em busca de algo que está justamente ali, atrás da porta reforçada. O que muda é o contexto. Se em 2002 o medo estava ancorado na paranoia doméstica pós virada do milênio, em 2025 ele se alimenta da estatística brutal da criminalidade brasileira e da desigualdade que atravessa qualquer conversa sobre segurança.

A atualização parte de um detalhe estrutural importante. O quarto não é mais um capricho arquitetônico encontrado por acaso. Ele nasce de uma decisão consciente de proteção, motivada por traumas e luto. A casa deixa de ser símbolo de ascensão social e passa a ser trincheira. Essa escolha desloca o eixo emocional e torna o confinamento menos fetiche tecnológico e mais reflexo de um país onde o medo virou item de primeira necessidade.

Gabriela Amaral Almeida já havia demonstrado domínio de espaços claustrofóbicos em “O Animal Cordial”, onde tensão social e violência se infiltravam pelas frestas de um restaurante sitiado. Aqui, o jogo é semelhante, mas com outra escala. O suspense não se apoia apenas na invasão, e sim no confronto entre classes, raças e moralidades que colidem dentro e fora da casa.

Ísis Valverde sustenta a protagonista com intensidade física e emocional. Existe desespero, mas também estratégia. Marianna Santos entrega vulnerabilidade sem cair na caricatura. Do lado de fora, André Ramiro imprime densidade rara ao invasor que carrega motivações próprias. Seu timbre, sua presença e o conflito interno do personagem adicionam humanidade ao que poderia ser apenas arquétipo. Marco Pigossi compõe um antagonista mais contido, menos histriônico do que versões anteriores do mesmo papel, e isso funciona.

O filme investe em uma gramática visual que conversa com o presente. Câmeras de segurança, telas que dividem o quadro, olhares mediado por tecnologia. Vivemos sob vigilância constante, e o longa transforma essa vigilância em linguagem cinematográfica. Planos vistos de cima reforçam a sensação de monitoramento permanente, enquanto a montagem alterna núcleos internos e externos criando um ritmo que, em seus melhores momentos, prende a respiração.

Existe também a tentativa de ampliar as camadas identitárias da narrativa. Questões de raça e classe não aparecem apenas como pano de fundo. Elas moldam as motivações, os medos e as escolhas dos personagens. O antagonista que tenta salvar o próprio filho espelha a mãe que luta pela filha. Essa simetria moral complexifica o conflito e evita um maniqueísmo simplista.

Ainda assim, nem tudo é consenso. Parte do público pode sentir falta de uma ruptura mais radical com o original. A estrutura base permanece muito próxima da espinha dorsal escrita por David Koepp. A ousadia está mais na ambientação e nos subtextos do que na reinvenção da trama. Para alguns, isso será respeito à obra matriz. Para outros, prudência excessiva.

O fato é que “Quarto do Pânico” se insere em um movimento interessante do cinema brasileiro recente, que busca revitalizar o thriller policial com toques de terror doméstico. Há valor de produção, há ambição estética e há um desejo claro de dialogar com o grande público sem abrir mão de assinatura autoral. Em tempos em que o medo é mercadoria e também realidade, essa adaptação encontra eco.

“Quarto do Pânico”
Direção
: Gabriela Amaral Almeida
Elenco: Ísis Valverde, Marco Pigossi, André Ramiro
Disponível em: Telecine

⭐⭐⭐

Avaliação: 2.5 de 5.

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