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Crítica: “Reacher” – quarta temporada

Texto: Ygor Monroe
17 de setembro de 2026
em Amazon Prime Video, Resenhas/Críticas, Séries, Streaming

Durante três temporadas, “Reacher” construiu um prazer muito específico ao redor da certeza. Jack Reacher entrava em uma situação, observava aquilo que ninguém havia percebido, calculava rapidamente o problema e, quando a conversa inevitavelmente deixava de funcionar, possuía tamanho e força suficientes para encerrar a discussão de outra maneira. Parte considerável do charme da série sempre esteve nessa previsibilidade assumida. Sabíamos que alguém cometeria o erro de subestimá-lo e sabíamos também que provavelmente sentiria essa decisão em vários ossos alguns minutos depois. A quarta temporada percebe que continuar repetindo essa equação intacta começaria a transformar segurança em acomodação e toma uma decisão potencialmente perigosa: pela primeira vez, “Reacher” parece realmente interessada em descobrir o que acontece quando Jack Reacher não é automaticamente a pessoa mais preparada para tudo aquilo que está acontecendo ao redor dele.

Crítica: “Reacher” - quarta temporada
Crítica: “Reacher” – quarta temporada

A mudança começa de maneira aparentemente pequena. Um encontro no metrô da Filadélfia coloca Reacher diante de uma mulher cujo comportamento imediatamente desperta sua atenção, e aquilo que poderia ser apenas mais uma situação estranha observada durante suas intermináveis andanças rapidamente termina em morte. A partir desse acontecimento, a adaptação de “Amanhã Você Morre”, de Lee Child, abandona progressivamente a escala mais localizada de algumas histórias anteriores e coloca seu protagonista dentro de uma conspiração que envolve interesses políticos, serviços de inteligência, agentes do governo e pessoas treinadas para serem tão desconfiadas quanto ele.

Essa mudança de escala altera a própria dinâmica da temporada. Reacher sempre funcionou muito bem quando chegava a algum lugar aparentemente comum e começava a perceber que havia uma estrutura podre escondida atrás daquela normalidade. A investigação avançava porque ele conseguia ler pessoas, identificar inconsistências e utilizar a própria condição de estrangeiro como vantagem. Na quarta temporada, a lógica se torna mais próxima da espionagem, e a quantidade de informações que circula entre personagens aumenta consideravelmente.

É uma mudança que produz alguns dos melhores e também alguns dos mais problemáticos momentos do novo ano. “Reacher” fica mais interessante quando transforma espionagem em desorientação, mas fica consideravelmente menos elegante quando precisa interromper a própria história para explicar a conspiração que criou. Existe uma diferença entre fazer o público compartilhar a confusão do protagonista e simplesmente acumular tantas instituições, interesses e reviravoltas que os personagens precisam parar para organizar verbalmente aquilo que acabamos de assistir.

A primeira metade sofre especialmente com essa necessidade de exposição. Informações chegam em grande quantidade, determinadas conversas possuem função quase exclusivamente explicativa e alguns episódios parecem gastar tempo demais organizando peças antes de permitir que elas finalmente colidam. A série continua avançando, mas perde ocasionalmente aquela eficiência quase brutal que sempre combinou tão bem com Reacher.

Isso poderia ser um problema muito maior se a mudança de contexto não produzisse uma transformação tão interessante no protagonista. Jack Reacher continua sendo absurdamente inteligente, fisicamente imponente e extremamente competente, mas agora essas características não oferecem garantia de superioridade. Ele calcula errado, confia em informações incompletas, toma decisões questionáveis e, principalmente, encontra pessoas capazes de machucá-lo.

Pode parecer pouco, mas para esta série representa quase uma revolução.

O grande prazer das temporadas anteriores estava frequentemente em observar um personagem praticamente invulnerável entrando em ambientes onde todos demoravam demais para perceber isso. O risco dessa fórmula sempre foi transformar confronto em protocolo. Quando Reacher entra em uma briga e sabemos antecipadamente que ele sairá praticamente intacto, a pergunta deixa de ser quem vencerá e passa a ser quantos segundos serão necessários para que o outro lado descubra a péssima decisão que tomou.

A quarta temporada devolve perigo à violência porque finalmente permite que Alan Ritchson pareça estar lutando para sobreviver e não apenas administrando a quantidade de força necessária para vencer. Reacher apanha, é surpreendido e chega perto da morte em situações nas quais a experiência não consegue compensar completamente aquilo que está enfrentando. Para quem construiu uma relação com a série baseada na fantasia de invencibilidade, essa mudança pode parecer uma descaracterização. Para mim, é justamente aquilo que impede o personagem de se transformar em uma estátua musculosa repetindo a mesma temporada para sempre.

Existe também coerência dentro da própria história. Reacher não está enfrentando exclusivamente criminosos locais, seguranças excessivamente confiantes ou capangas cuja maior qualificação profissional parece ser possuir coragem suficiente para atacá-lo. A temporada coloca assassinos treinados, agentes e pessoas com experiência militar em seu caminho. Permitir que esses adversários ofereçam resistência real não diminui o protagonista. Pelo contrário, faz com que sua competência volte a significar alguma coisa.

Alan Ritchson responde muito bem a essa mudança porque já domina completamente a presença física do personagem. Ele não precisa mais convencer ninguém de que Jack Reacher consegue destruir uma pessoa utilizando parte considerável do mobiliário disponível no ambiente. O ator pode gastar energia em algo mais interessante: mostrar o que acontece quando a confiança permanece, mas o controle começa a desaparecer.

Ritchson trabalha pequenas alterações na maneira como Reacher reage às próprias falhas. Não existe uma transformação melodramática e tampouco uma crise de identidade incompatível com o personagem. Reacher continua sendo Reacher, só que começa a precisar recalcular com maior frequência. Existe uma diferença importante entre tornar um protagonista mais fraco e finalmente colocá-lo em uma história forte o suficiente para obrigá-lo a demonstrar por que é tão competente.

A temporada nem sempre compreende perfeitamente essa diferença, e algumas decisões realmente parecem existir apenas para colocar Reacher em uma situação de dificuldade que o personagem provavelmente teria evitado anteriormente. Há momentos em que a necessidade do roteiro de produzir vulnerabilidade se torna visível demais, e quando conseguimos perceber o mecanismo sendo movimentado nos bastidores, a ameaça perde parte da espontaneidade.

Ainda assim, prefiro uma série disposta a correr esse risco a uma quarta temporada construída exclusivamente sobre a repetição da infalibilidade. “Reacher” precisa encontrar novas maneiras de desafiar seu protagonista se pretende continuar existindo por muitos anos, e aumentar simplesmente o tamanho dos inimigos seria a solução mais preguiçosa possível.

A ação demonstra que a produção compreendeu isso. Os confrontos estão entre os elementos mais consistentes da temporada, com coreografias que preservam peso, clareza espacial e impacto. Existe uma tendência cada vez maior no audiovisual de transformar cenas de luta em uma sucessão de cortes incapazes de comunicar onde qualquer pessoa está, mas “Reacher” continua entendendo que a graça de colocar Alan Ritchson em combate está justamente em permitir que o espectador compreenda a fisicalidade daquela situação.

As lutas também ganham intensidade porque a possibilidade de dano voltou a existir. Facas, escadas, corredores e espaços cotidianos são utilizados de maneira muito mais interessante quando não funcionam apenas como objetos que Reacher utilizará contra outra pessoa. O ambiente pode trabalhar contra ele, e essa mudança produz uma violência menos coreografada como demonstração de poder e mais próxima de uma disputa genuína por controle.

Quando Reacher sangra, a ação melhora porque cada golpe deixa de funcionar apenas como espetáculo e volta a carregar consequência. Isso não significa que a série tenha abandonado seu prazer quase infantil em observar Alan Ritchson distribuindo violência com precisão industrial. Esse elemento continua presente e seria um erro removê-lo. A diferença é que agora existe alguma ansiedade entre o primeiro golpe e o resultado.

O componente de espionagem também combina surpreendentemente bem com a personalidade do protagonista. Reacher é naturalmente desconfiado, possui experiência militar, lê ambientes rapidamente e não demonstra qualquer respeito automático por autoridade institucional. Colocá-lo diante de CIA, FBI e interesses políticos cria um terreno no qual praticamente qualquer informação pode carregar outra intenção.

Esse contexto permite que a série trabalhe paranoia de maneira mais direta. Reacher sempre investigou mentiras, mas agora precisa considerar a possibilidade de que algumas pessoas tenham sido profissionalmente treinadas para produzi-las. A vantagem intelectual que normalmente possui sobre quem está interrogando diminui, e o jogo de observação se torna mais equilibrado.

O problema aparece quando a complexidade política começa a ser confundida com profundidade. A quantidade de instituições e interesses envolvidos não torna automaticamente uma conspiração mais inteligente, e existem momentos em que “Reacher” parece orgulhosa demais da quantidade de camadas que conseguiu colocar sobre um mistério relativamente simples. O roteiro precisa explicar quem trabalha para quem, quem sabe determinada informação e quem acredita em qual versão, criando uma densidade que ocasionalmente pesa sobre o ritmo.

A série sempre funcionou melhor quando sua inteligência parecia simples. Reacher observava alguma coisa aparentemente banal, estabelecia uma conexão e nos permitia perceber retrospectivamente que a resposta estava diante de nós. Nesta temporada, algumas soluções dependem mais da circulação de informação do que da observação, o que muda a textura do mistério.

Essa mudança não é necessariamente ruim, mas exige um elenco de apoio muito forte para sustentar longas sequências de investigação e exposição. É justamente aí que a quarta temporada encontra sua fragilidade mais evidente.

“Reacher” possui uma estrutura quase antológica que considero uma das decisões mais inteligentes de sua concepção. Jack Reacher continua andando, novos lugares aparecem, novas pessoas entram em sua vida e praticamente tudo pode ser reorganizado a cada temporada. Isso impede que a série fique artificialmente presa a um elenco permanente e preserva a sensação de movimento associada ao protagonista.

A desvantagem é óbvia: todo novo ano precisa construir novamente personagens capazes de dividir espaço com Alan Ritchson.

Nem todos conseguem.

A quarta temporada possui figuras funcionalmente importantes, mas falta ao conjunto aquela química imediata que tornou outros grupos tão memoráveis. Alguns personagens parecem existir muito mais como peças da investigação do que como pessoas pelas quais realmente desenvolvemos interesse. Isso se torna especialmente perceptível porque a narrativa exige que passemos bastante tempo ouvindo essas figuras explicar informações complexas.

Tamara Green e Jacob Merrick possuem funções claras dentro do mistério, mas nem sempre conseguem produzir uma dinâmica suficientemente viva ao redor de Reacher. Não se trata de exigir que todo personagem seja espirituoso ou extremamente carismático, porém uma série construída ao redor de um protagonista tão específico precisa de pessoas capazes de provocar alguma alteração em sua energia.

Quando isso não acontece, Alan Ritchson parece estar empurrando determinadas cenas sozinho.

Existe também um personagem policial cuja insistência em determinadas características rapidamente ultrapassa personalidade e começa a se aproximar de irritação. O problema não é construir alguém desagradável, porque personagens desagradáveis podem ser extraordinariamente divertidos. A questão aparece quando o incômodo produzido pela pessoa não acrescenta tensão, humor ou complexidade suficiente para justificar o tempo gasto com ela.

Um elenco de apoio eficiente em “Reacher” precisa fazer mais do que fornecer informações e esperar que Jack resolva o problema, porque a própria estrutura antológica transforma cada temporada em uma disputa para descobrir quem conseguirá deixar alguma marca antes que o protagonista vá embora novamente. O quarto ano encontra menos vencedores nessa disputa do que deveria.

Curiosamente, isso torna a decisão de não depender excessivamente de personagens conhecidos ainda mais respeitável. Seria muito fácil utilizar figuras populares das temporadas anteriores sempre que uma nova dinâmica não funcionasse, mas isso destruiria progressivamente a lógica itinerante que diferencia a série. Reacher precisa conseguir continuar andando.

Essa característica também explica por que cada temporada pode assumir um gênero ligeiramente diferente sem parecer outra produção. Existe sempre investigação e ação, mas a proporção muda. O primeiro ano possuía uma atmosfera mais próxima de um mistério de cidade pequena, enquanto outros momentos ampliaram conspiração, passado militar e relações pessoais. A quarta temporada mergulha mais profundamente na espionagem e aceita uma seriedade maior como consequência.

Nem sempre essa seriedade beneficia a série. Parte do charme original estava na capacidade de equilibrar brutalidade com um senso de humor extremamente seco e uma consciência quase divertida do absurdo físico representado por Reacher. Há menos leveza agora, e alguns episódios parecem tão concentrados em sustentar conspiração e perigo que esquecem como a própria presença de Alan Ritchson pode produzir humor sem transformar o personagem em piada.

Esse equilíbrio é delicado porque ninguém precisa de Jack Reacher fazendo comentários engraçadinhos a cada cinco minutos. A graça sempre esteve justamente no fato de que ele leva determinadas situações absolutamente a sério enquanto o resto do mundo reage à sua existência. Quando a temporada escurece demais o ambiente, perde um pouco desse contraste.

Ainda assim, existe algo admirável em uma série de sucesso se recusando a simplesmente repetir aquilo que funcionou. A quarta temporada poderia entregar outra cidade, outro grupo de criminosos e mais oito episódios de Reacher percebendo tudo antes de todos. Provavelmente funcionaria. Talvez fosse até mais popular. Mas a fórmula começaria a denunciar seus limites.

Ao permitir que Reacher erre, “Reacher” finalmente cria espaço para que o personagem volte a nos surpreender. Não porque esperamos que ele deixe de ser extraordinariamente competente, mas porque agora existe diferença entre competência e onipotência. Essa distinção pode parecer pequena, porém é essencial para qualquer protagonista que precise sustentar várias temporadas.

A reta final aproveita melhor essa mudança porque a ação acumulada durante os episódios anteriores finalmente explode. A decisão de segurar parte considerável dos grandes confrontos para o final pode frustrar quem acompanha a série principalmente pela pancadaria, mas existe alguma recompensa nessa espera. Quando a violência chega em maior escala, já conhecemos melhor as forças envolvidas e existe uma sensação mais concreta de que Reacher não atravessará tudo aquilo sem pagar algum preço.

A coreografia permanece afiada e utiliza muito bem o tamanho de Ritchson sem depender exclusivamente dele. Reacher continua podendo transformar força bruta em vantagem, mas precisa pensar durante os confrontos. Essa combinação entre raciocínio e fisicalidade sempre foi uma das características mais interessantes do personagem, e a temporada reencontra essa qualidade justamente quando para de tratá-lo como um tanque humano incapaz de sofrer dano.

A adaptação de “Amanhã Você Morre” também demonstra o benefício e a limitação de permanecer próxima do material literário. Quem conhece o livro encontrará uma temporada bastante comprometida com sua estrutura e algumas escolhas, o que preserva elementos importantes da obra de Lee Child. Ao mesmo tempo, fidelidade pode reduzir surpresa para parte desse público e não resolve automaticamente questões de ritmo quando aquilo que funciona em prosa precisa ser reorganizado para televisão.

Gary Fleder e Sam Hill compreendem bem a fisicalidade da série e preservam uma direção funcional, especialmente nas sequências de confronto. Não existe uma tentativa desesperada de transformar “Reacher” em outra coisa visualmente apenas porque chegou ao quarto ano. A identidade continua reconhecível, embora a atmosfera mais política e urbana produza uma sensação diferente.

Essa continuidade visual ajuda porque o roteiro já está modificando bastante a posição do protagonista. Se direção, fotografia e montagem também abandonassem completamente aquilo que conhecemos, talvez a temporada parecesse uma ruptura excessiva. Em vez disso, o ambiente muda enquanto a linguagem permanece suficientemente familiar.

Alan Ritchson continua sendo o elemento que segura tudo no lugar. Depois de quatro temporadas, sua interpretação poderia facilmente ter se transformado em um conjunto de maneirismos reconhecíveis, mas o ator encontra pequenas maneiras de expandir Reacher sem desfigurar sua essência. A vulnerabilidade funciona justamente porque Ritchson não começa repentinamente a interpretar medo de maneira ostensiva. O personagem continua entrando em situações perigosas porque acredita que conseguirá resolvê-las, mesmo quando nós começamos a perceber que talvez desta vez a conta seja diferente.

A melhor evolução possível para Jack Reacher não era torná-lo mais forte, mais inteligente ou mais violento, porque a série já havia levado essas características praticamente ao limite. Era encontrar circunstâncias capazes de demonstrar que até alguém como ele possui limites. A quarta temporada entende isso melhor do que algumas de suas escolhas secundárias sugerem.

Por isso, considero reducionista interpretar cada derrota física ou decisão equivocada como enfraquecimento do personagem. Existe diferença entre incompetência criada artificialmente pelo roteiro e dificuldade produzida por adversários mais preparados. A temporada possui exemplos dos dois, e os momentos em que força a primeira opção são frustrantes, mas a segunda produz alguns dos melhores conflitos que “Reacher” apresentou até agora.

O resultado é uma temporada contraditória, e talvez justamente por isso mais interessante de discutir do que uma repetição impecavelmente eficiente da fórmula. O roteiro possui problemas de exposição, parte do elenco de apoio não encontra carisma suficiente, determinados episódios poderiam avançar com mais rapidez e a mudança para um tom mais sombrio retira um pouco da diversão que tornou a série tão imediatamente viciante.

Ao mesmo tempo, a espionagem oferece um território novo, a ação continua extremamente competente, Alan Ritchson encontra outra camada para um personagem que poderia facilmente ter estacionado e a decisão de retirar parte da infalibilidade de Reacher devolve risco a uma série que começava a precisar dele.

Não considero a quarta temporada a mais consistente de “Reacher”, mas existe algo mais importante acontecendo dentro dela do que simplesmente decidir se este ano é melhor ou pior do que o anterior. A série está testando até onde sua fórmula consegue se esticar sem romper, e alguns tropeços são consequência direta dessa tentativa de descobrir novas maneiras de contar uma história sobre um homem que parecia já ter resposta para praticamente tudo.

É também por isso que o formato antológico continua sendo uma vantagem enorme. Uma temporada menos equilibrada não precisa determinar aquilo que virá depois. Reacher pode terminar essa história, pegar suas poucas coisas e seguir para outro lugar onde o gênero, o elenco e a dinâmica serão reorganizados novamente. Poucas séries de ação possuem uma justificativa narrativa tão natural para se reinventar regularmente.

Depois de quatro temporadas, essa capacidade de renovação importa mais do que preservar intacta a fantasia de um protagonista invencível. Jack Reacher continuará enorme, inteligente, observador e assustadoramente eficiente quando alguém tomar a péssima decisão de enfrentá-lo, mas agora sabemos que existe alguma coisa do outro lado daquela força. Existe possibilidade de erro, consequência e dano.

A quarta temporada de “Reacher” pode até perder parte da precisão enquanto complica demais sua conspiração e entrega ao protagonista um grupo de apoio menos interessante, mas ganha alguma coisa que a série precisava urgentemente recuperar: perigo. Jack Reacher finalmente pode entrar em uma sala sem que tenhamos certeza absoluta de que todos os outros deveriam começar a correr, e descobrir que esse gigante também pode cair não diminui sua presença. Faz levantar novamente a única pergunta que uma boa série de ação jamais deveria deixar morrer: como diabos ele vai sair dessa?

“Reacher”
Direção:
Gary Fleder e Sam Hill
Elenco: Alan Ritchson, Aaron Poole, Anggun, Chris Owens, Dean Armstrong, Jason Diaz e Kathleen Robertson
Disponível em: Amazon Prime Video

⭐⭐⭐

Avaliação: 3 de 5.

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Temas: Aaron PooleAlan RitchsonAnggunChris OwensCríticaDean ArmstrongResenhaReview

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