Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
Sem resultados
Ver todos os resultados

Crítica: Reneé Rapp, “Bite Me”

Texto: Ygor Monroe
4 de agosto de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Reneé Rapp decidiu parar de se segurar. Em “Bite Me”, ela deixa o controle escorregar de propósito para nos mostrar o que sobra quando a pose cai. O disco inteiro funciona como uma ferida exposta que recusa curativo, mas exige ser vista. E o melhor: ela faz disso um espetáculo. Tem grito, ironia, raiva e sarcasmo empilhados num álbum que não se contenta em seguir uma fórmula ou mesmo em manter uma estética estável. Ela muda de humor como quem troca de roupa e transforma a própria inconstância num traço de identidade.

  • Seara cria ação para levar seguidores ao The Town 2025; saiba como participar
  • Perdigão Na Brasa sorteia ingressos para NFL e prêmios semanais de R$ 700
  • Ana Castela promove experiência olfativa de perfume com a Jequiti
Crítica: Reneé Rapp, "Bite Me"
Crítica: Reneé Rapp, “Bite Me”

O caos emocional aqui é proposital, quase militante. Reneé joga sujo com os próprios sentimentos e transforma isso em performance. Ela pula de um som rasgado, quase roqueiro, para momentos em que tudo parece sussurrado num quarto escuro. Nada é linear. Nada é suave. A cada curva, ela projeta mais de si, mesmo quando o que se projeta é desconfortável, exagerado, ou até cômico de tão intenso. A entrega é honesta o suficiente pra parecer quase improvisada. Mas não se engane: por trás do caos, há uma artista extremamente consciente do próprio impacto.

“Bite Me” funciona como uma exibição pública de ego, fraqueza e vaidade, tudo junto. Reneé sabe que está sendo assistida. E usa isso como parte da composição. O disco não tem vergonha de ser teatral, nem de ser impulsivo. Ele flerta com o pop, com o rock, com uma leveza R&B e até com devaneios acústicos, como quem abre todas as janelas do quarto e deixa qualquer corrente de ar entrar. Essa liberdade criativa é a alma do projeto, e talvez o motivo pelo qual ele causa tanto desconforto quanto fascínio.

A produção sabe quando gritar e quando silenciar. Os arranjos brilham justamente por esse jogo de opostos. Às vezes tudo é turvo, abafado, quase intencionalmente inacabado. Em outras, a clareza vem como uma bofetada, seca, sem esconder nada. O vocal de Reneé acompanha esse movimento com precisão assustadora. Ela sabe soar vulnerável, sabe soar cruel, sabe soar debochada, e usa cada uma dessas vozes com um senso cirúrgico de impacto.

O álbum tem suas dobras, seus tropeços, seus exageros e até seus momentos mais apagados, mas nada disso o enfraquece. Pelo contrário. O que sustenta “Bite Me” é a coragem de falhar, de não agradar o tempo inteiro, de parecer demais. O álbum tem cheiro de impulsividade juvenil e, ainda assim, carrega um cinismo adulto que provoca. Reneé Rapp não quer ser digerida fácil. Ela prefere incomodar. E é exatamente aí que mora sua força.

O que ela entrega aqui é um pop agressivo, cheio de personalidade, que recusa a perfeição como meta estética. “Bite Me” é para ser sentido antes de ser compreendido. E a sensação que fica é a de que Reneé está só começando a explorar até onde pode ir quando larga completamente os freios.

É intenso, às vezes desconcertante, mas impossível de ignorar. E essa, talvez, seja a vitória mais autêntica do álbum.

Nota: 87/100 | Reneé Rapp, “Bite Me”

Fique por dentro das novidades das maiores marcas do mundo! Acesse nosso site Marca Pop e descubra as tendências em primeira mão.

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Temas: CríticaMúsicaResenhaReview

Conteúdo Relacionado

Foto/Divulgação
Música

Após o Grammy 2026, Deezer destaca artistas que dominaram a premiação

Texto: Da Redação
5 de fevereiro de 2026
Música

Sucesso de Shakira, “Hips Don’t Lie” segue dominante quase 20 anos depois

Texto: Ygor Monroe
4 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Destruição Final 2” (Greenland 2: Migration)

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Dhurandhar”

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Netflix

Crítica: “Patinando no Amor” (Finding Her Edge) – primeira temporada

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Netflix

Crítica: “Bridgerton” – quarta temporada, parte 1

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Música

Anitta reúne fãs em Salvador para audição exclusiva de novo projeto

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

%d