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Crítica: Rubel, “Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?”

Texto: Ygor Monroe
1 de junho de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Há álbuns que tentam ser grandes. Outros que reconhecem o tamanho que já ocupam e, por isso, escolhem encolher. “Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?” é um disco que nasce desse segundo gesto: não o de quem recua, mas o de quem se recolhe por ter entendido que volume, barulho ou ambição nem sempre significam expressão real.

Quem é Sombr, artista com duas músicas seguidas no Top 50 Global do Spotify

Crítica: Rubel, "Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?"
Crítica: Rubel, “Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?”

Depois do experimentalismo expansivo de “As Palavras, Vol. 1 & 2”, Rubel opta por um mergulho que soa menos como regresso e mais como síntese. A estética enxuta, centrada em voz e violão, não é nostalgia nem retorno à zona de conforto. É estratégia. Uma afirmação estética que parte do silêncio para investigar o que realmente precisa ser dito. Não há pressa, nem excesso. Tudo parece surgir do mesmo lugar: da escuta.

“Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?” funciona como reflexão sobre os efeitos da própria criação. O disco parece lidar com a inquietação que vem depois do encantamento, com o desconforto de quem construiu algo belo e se vê diante da responsabilidade de sustentá-lo ou transformá-lo. O título, quase um desabafo, escancara a dúvida como motor artístico.

A arquitetura do álbum abraça esse conceito de modo rigoroso. Não há sobrecarga instrumental, nem ruído decorativo. O foco recai sobre a palavra e a melodia, numa tentativa quase obcecada de preservar a substância das canções. A produção entende que a potência está no detalhe, na nuance, no gesto contido. E acerta em cheio ao seguir esse caminho.

Rubel nunca soou tão confortável dentro do próprio universo. A maturidade aqui se traduz não em pompa, mas em precisão: tudo está no lugar certo, com o peso certo, na hora certa. É um disco que confia na inteligência do ouvinte. Que não entrega as chaves de suas letras, mas oferece o mapa com honestidade, esperando que cada um percorra o trajeto por conta própria.

Ao evitar os holofotes fáceis e as estruturas grandiosas, Rubel resgata o valor da sutileza como forma de impacto emocional. Nada grita, nada implora. Tudo apenas existe. E é justamente por isso que reverbera. Como quem compreendeu que a beleza só faz sentido se provocar perguntas, e não respostas.

“Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?” não é um disco que tenta provar nada. É a obra de alguém que já entendeu quem é e o que quer fazer com sua arte. E que, por isso mesmo, consegue soar mais verdadeiro do que nunca.

Nota: 78/100

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Temas: CríticaMúsicaResenhaReview

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