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Crítica: “Salve Geral: Irmandade”

Texto: Ygor Monroe
13 de fevereiro de 2026
em Cinemas/Filmes, Netflix, Resenhas/Críticas, Streaming

Algumas histórias não terminam quando os créditos sobem. Elas continuam ecoando na cidade, no noticiário, nas conversas sussurradas dentro do ônibus lotado. É desse tipo de eco que nasce “Salve Geral: Irmandade”, um filme que mergulha na engrenagem da violência urbana e devolve ao espectador um retrato incômodo demais para ser ignorado.

Crítica: "Salve Geral: Irmandade"
Crítica: “Salve Geral: Irmandade”

A trama expande o universo da série “Irmandade”, mas escolhe um ponto de ruptura. Quando líderes criminosos são transferidos para presídios de segurança máxima, o sistema reage, a facção responde e a cidade paga a conta. No centro desse tabuleiro está Elisa, filha de Edson, sequestrada por policiais corruptos que enxergam na própria farda uma oportunidade de lucro. Cristina, a tia, tenta resgatá-la enquanto a organização ordena o chamado salve geral, uma sequência de ataques coordenados que transforma São Paulo em território sitiado.

O filme é denso e desconfortável, daqueles que não oferecem catarse fácil. A sensação não é apenas de tensão, mas de reconhecimento. O que está na tela não soa como exagero cinematográfico, e sim como um espelho incômodo de um país que insiste em naturalizar o absurdo. A violência aqui não é espetáculo, é sintoma.

Há uma crítica direta à corrupção policial que move o conflito principal. Dois agentes que deveriam representar a lei tornam-se catalisadores do caos. A partir dessa decisão individual, vidas são atravessadas por consequências irreversíveis. E o roteiro não deixa escapar uma questão essencial: não há debate sério sobre criminalidade sem enfrentar o problema da corrupção estrutural. O filme acerta ao não suavizar esse ponto.

Também há uma camada emocional que sustenta a narrativa. Elisa carrega o peso das escolhas do pai, mesmo tendo tentado se afastar daquele universo. O drama da personagem não nasce de suas ações, mas do sobrenome que carrega. É uma reflexão dura sobre herança, destino e a dificuldade de romper ciclos quando o passado insiste em bater à porta com violência.

Camilla Damião entrega uma atuação que alterna nervosismo, vergonha e resistência com precisão. Em uma das cenas mais tensas, durante uma abordagem policial, há algo além da ameaça física. Existe um subtexto racial que atravessa o olhar, o silêncio e a forma como o poder se impõe. Não é didático, mas é perceptível. E necessário.

Nas sequências de ação, o longa demonstra ambição. A escala é grande, as cenas são intensas e São Paulo deixa de ser apenas cenário para se tornar personagem. A cidade pulsa, arde, reage. O uso de espaços icônicos reforça essa dimensão quase documental da narrativa. É um cinema de ação que dialoga com o padrão internacional, mas mantém o pé fincado na realidade brasileira.

O protagonismo negro é outro ponto de força. Ver corpos e vozes negras ocupando o centro da narrativa, com complexidade e protagonismo, é um avanço que o streaming precisa consolidar. A presença de Seu Jorge adiciona gravidade e carisma, enquanto Naruna Costa contribui para ampliar as nuances desse universo marcado por lealdades e contradições.

Nem tudo funciona com a mesma intensidade. O desfecho pode soar apressado e excessivamente resignado, como se aceitasse um destino já escrito sem tensioná-lo até o limite. A ideia de que não há escolha possível, especialmente quando atravessada pela questão racial, flerta com o clichê. Havia espaço para explorar outras camadas, outras consequências, talvez até um confronto mais incisivo com as estruturas que sustentam esse ciclo.

Também fica a sensação de que o funcionamento interno da Irmandade poderia ser mais aprofundado. Para quem não acompanhou a série, algumas dinâmicas soam rápidas demais. Ainda assim, o longa se sustenta como obra autônoma, semelhante a universos narrativos em que histórias se cruzam sem depender integralmente umas das outras.

“Salve Geral: Irmandade” é, acima de tudo, um retrato incômodo de um país onde Estado e crime organizado muitas vezes se confundem nas margens da ética. É um filme que embrulha o estômago porque toca em feridas abertas. E talvez sua maior qualidade seja justamente essa: não permitir que o espectador saia ileso.

“Salve Geral: Irmandade”
Direção
: Pedro Morelli
Elenco: Camilla Damião, Seu Jorge, Naruna Costa
Disponível em: Netflix

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 3.5 de 5.

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Temas: Camilla DamiãoCríticaNaruna CostaResenhaReviewSeu Jorge

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