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Crítica: “Steve”

Texto: Ygor Monroe
11 de outubro de 2025
em Cinemas/Filmes, Netflix, Resenhas/Críticas, Streaming

Há filmes que parecem pulsar junto do protagonista, e “Steve” é um desses. Tim Mielants cria uma narrativa que respira o mesmo ar pesado e claustrofóbico do reformatório onde tudo acontece. A câmera segue Cillian Murphy com uma urgência quase documental, e o resultado é um mergulho cru na exaustão humana. O filme não pede empatia, exige resistência.

Crítica: "Steve"
Crítica: “Steve”

A história se passa em um único dia nos anos 90, em uma instituição inglesa à beira do colapso. Steve, o diretor, tenta manter o controle de um ambiente em ruínas, enquanto sua sanidade desaba de forma silenciosa. O caos é constante, mas é um caos que tem método. A câmera trêmula, o som que nunca se cala, os meninos que correm pelos corredores como fantasmas sem destino. Tudo contribui para uma atmosfera onde a disciplina é só uma ilusão que tenta conter o inevitável.

Murphy entrega uma performance que queima devagar. É uma interpretação que se constrói no olhar vazio, no tique nervoso, na pausa longa demais entre uma frase e outra. O ator carrega o cansaço de quem acreditou por tempo demais num sistema que já desistiu de si mesmo. É o tipo de atuação que não grita, mas sufoca.

Do outro lado, Jay Lycurgo surge como a alma inquieta da história. Shy é o reflexo daquilo que Steve tenta salvar e, ao mesmo tempo, aquilo que o destrói. A violência, a carência, o medo, tudo nele parece pulsar em desordem, mas há ternura escondida em cada gesto. O jovem ator entrega intensidade bruta, daqueles papéis que anunciam uma carreira séria. A relação entre Steve e Shy é o ponto de fratura da trama: duas dores que se reconhecem sem precisar de palavras.

O trabalho técnico é igualmente impressionante. A fotografia aposta em luz fria e textura granulada, traduzindo visualmente o desgaste emocional do ambiente. A montagem é nervosa, quase inquieta, com cortes que reforçam a ideia de tempo como opressão. A trilha sonora mescla batidas industriais, heavy metal e techno, criando uma cacofonia que espelha a mente em colapso do protagonista. Há sequências que beiram o sublime, como o momento em que o reflexo da água se inverte e o mundo parece afundar com ele.

“Steve” é sobre controle, culpa e o limite do humano diante da falência de um sistema inteiro. É cinema que incomoda, que exige atenção e entrega. No fundo, é um filme sobre amor em um lugar onde o amor não cabe, sobre tentativa em um espaço dominado pela desistência.

Tim Mielants não oferece redenção, mas oferece verdade. E a verdade aqui é que cuidar também adoece.

“Steve”
Direção: Tim Mielants
Roteiro: Max Porter
Elenco: Cillian Murphy, Jay Lycurgo, Emily Watson
Disponível em: Netflix

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 4 de 5.

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Temas: CríticaResenhaReview

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