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Crítica: “Super Mario Galaxy: O Filme” (The Super Mario Galaxy Movie)

Cores vibrantes, trilhas reconhecíveis e um universo que atravessa gerações formam o ponto de partida de “Super Mario Galaxy: O Filme”, uma experiência que aposta no encantamento imediato para conduzir o espectador por uma jornada intergaláctica guiada por nostalgia e espetáculo visual. Existe uma sensação constante de familiaridade, como revisitar um jogo que marcou infância e permanece vivo na memória coletiva.

Crítica: “Super Mario Galaxy: O Filme” (The Super Mario Galaxy Movie)

A nova aventura coloca Mario e seus aliados diante de uma ameaça que extrapola o Reino dos Cogumelos e alcança dimensões cósmicas. O filme constrói sua narrativa como um grande passeio por referências, onde cada cenário e cada detalhe parecem pensados para ativar reconhecimento instantâneo. A trama, direta e funcional, serve como fio condutor para conectar sequências que priorizam ritmo e impacto visual.

O trabalho de animação é, sem dúvida, um dos grandes destaques. Existe um cuidado técnico impressionante na construção dos mundos, com texturas, iluminação e movimento que transformam cada planeta em um espetáculo à parte. Em determinados momentos, a estética se aproxima de algo quase tátil, criando uma imersão que compensa a simplicidade do roteiro.

No centro da história, personagens icônicos ganham novas nuances. A Princesa Peach assume uma postura mais ativa, ampliando sua presença dentro da narrativa. Já Yoshi surge como um dos elementos mais carismáticos, responsável por boa parte do humor que sustenta o tom leve da produção. A dinâmica entre os personagens funciona como motor emocional, ainda que o desenvolvimento não se aprofunde tanto quanto poderia.

A trilha sonora, conduzida por Brian Tyler, reforça esse vínculo afetivo ao resgatar temas clássicos e reinterpretá-los em escala épica. A música atua como ponte entre o passado e o presente, ampliando a sensação de grandiosidade e pertencimento que o filme busca construir.

Apesar do encanto visual e do carisma dos personagens, o roteiro permanece em zona segura. A narrativa segue um caminho previsível, sem grandes riscos ou reviravoltas que desafiem o espectador. Existe uma dependência clara da nostalgia como principal combustível, o que pode limitar o impacto para quem não possui uma conexão prévia com esse universo.

Ainda assim, o filme encontra momentos de criatividade, especialmente quando incorpora elementos da linguagem dos jogos. Sequências que remetem ao estilo de progressão lateral trazem frescor e apontam possibilidades interessantes para o futuro da franquia. São nesses instantes que a adaptação se aproxima de algo verdadeiramente inventivo, dialogando de forma mais direta com sua origem.

“Super Mario Galaxy: O Filme” se estabelece como uma celebração. Funciona como um convite para revisitar personagens que atravessaram décadas e continuam relevantes. Mesmo sem atingir todo o potencial narrativo que poderia explorar, entrega uma experiência envolvente e visualmente deslumbrante, sustentada por carisma e memória afetiva.

“Super Mario Galaxy: O Filme”
Direção
: Aaron Horvath, Michael Jelenic
Roteiro: Matthew Fogel
Elenco: Chris Pratt, Anya Taylor-Joy, Charlie Day
Disponível em: 1º de abril nos cinemas brasileiros

Avaliação: 3.5 de 5.

Trono de Ferro por gerações. Embora detalhes oficiais ainda não tenham sido confirmados, o projeto reforça a estratégia de expansão contínua da marca.

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