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Crítica: “Velocidade Total” (Get Fast)

Existe uma tradição nos filmes de ação que não busca grandes complexidades narrativas, mas sim uma experiência visceral, com adrenalina como principal combustível. “Velocidade Total” é exatamente esse tipo de obra. Dirigido e estrelado por James Clayton, o filme mergulha em um universo marcado por perseguições intermináveis, explosões espetaculares e personagens que parecem saídos de um quadrinho de ação dos anos 80. A produção não esconde sua natureza de entretenimento descompromissado, apostando no exagero como estilo, mas esbarra em uma narrativa que, embora eficiente para o gênero, pouco se arrisca a criar algo memorável.

Crítica: “Velocidade Total” (Get Fast)

A trama acompanha um ladrão, interpretado por Clayton, e um órfão problemático que se veem obrigados a resgatar um parceiro sequestrado por uma traficante de drogas implacável e seu carismático assassino de aluguel. A premissa, apesar de funcional, não acrescenta grandes reviravoltas ou profundidade aos personagens, e isso é sentido ao longo da projeção. O filme investe no ritmo acelerado, mas há momentos em que a ação, ao invés de empolgar, acaba se tornando repetitiva. As sequências de tiros e perseguições, embora visualmente competentes, parecem seguir uma fórmula previsível, deixando pouco espaço para a surpresa.

O elenco traz nomes experientes que conseguem, em alguns momentos, elevar o nível da produção. Lou Diamond Phillips, veterano que marcou época com títulos como “La Bamba” e “Young Guns”, entrega um vilão com presença cênica e carisma, mesmo com pouco tempo em tela. Lee Majdoub também brilha em um papel secundário, criando um antagonista marcante apesar do pouco destaque. Ainda assim, a química entre os protagonistas não alcança o impacto necessário, o que enfraquece a construção emocional do longa.

Tecnicamente, “Velocidade Total” impressiona pelo investimento em cenas de ação que valorizam efeitos práticos, explosões reais e uma estética que remete ao cinema de ação clássico. A fotografia destaca cores saturadas e ângulos que intensificam a tensão, enquanto a trilha sonora, com direito a músicas icônicas como “Dare”, de Stan Bush, reforça a nostalgia. É uma obra que claramente busca dialogar com o público que cresceu consumindo fitas VHS e maratonas de filmes de ação, mas que, ao tentar recriar essa atmosfera, acaba se perdendo na falta de originalidade.

A produção não deixa de ter seu valor, especialmente para quem busca algo direto, leve e repleto de adrenalina. O longa não tenta ser mais do que uma homenagem a um estilo específico de cinema, em que o espetáculo visual e a ação frenética são prioridade absoluta. Ainda assim, é inegável que, por trás da pirotecnia, falta uma identidade que faça com que “Velocidade Total” se destaque em meio a um mar de produções semelhantes. É entretenimento rápido, com boas cenas de perseguição, mas que dificilmente ficará na memória de quem assiste.

“Velocidade Total”
Direção: James Clayton
Elenco: Lou Diamond Phillips, Bradley Stryker, Jeff Sanca, Alisha-Marie Ahamed, Lee Majdoub
Disponível em: Adrenalida Pura

Avaliação: 2.5 de 5.

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