O The Town 2025 abriu sua segunda edição com um final de semana repleto de experiências musicais que reforçam o festival como um dos maiores encontros culturais do país. Entre ativações imersivas, lineup diverso e momentos que unem gerações, o espaço Coke Studio da Coca-Cola voltou a se destacar como um dos pontos mais vibrantes do evento. Com curadoria da Billboard Brasil, a atração trouxe um palco dedicado a DJs, artistas em ascensão e nomes já consolidados da música brasileira, criando uma atmosfera de celebração e conexão.
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Entre os shows que marcaram o espaço, Day Limns entregou uma apresentação potente, carregada de identidade, e aproveitou o momento para falar sobre o cenário do rock, a importância da representatividade feminina e os desafios de renovar o gênero para novos públicos. Em entrevista ao Caderno Pop, a artista foi direta ao falar sobre as camadas que ainda cercam a cena.
“É muito pouco ainda. É tão mínimo que é até difícil você ficar tipo ‘Nossa, que felicidade, tem mais uma mina’. Se for comparar no grosso mesmo, pra ver a quantidade de homens e a quantidade de mulheres, aí você vê a quantidade de pessoas brancas, a quantidade de pessoas pretas. São camadas e camadas e camadas”, afirmou. Para Day, ainda existe uma luta constante para que mais mulheres e artistas diversos ocupem espaço em festivais de grande porte.
A artista também ressaltou como outros gêneros têm se conectado ao rock de forma natural e conquistado novas audiências. “Acho que o rap hoje em dia comunica com o rock de uma forma que pega muito mais os jovens. Não é sobre sonoridade, é sobre presença e identidade. As mulheres do rap hoje são as verdadeiras rockstars”, destacou. Ela celebrou o line-up recheado de mulheres no rap e reforçou que a renovação não depende apenas de sonoridade, mas de novas narrativas.
Para Day, o rock vive um ciclo de altos e baixos, mas nunca perde relevância. “Tem cinco anos que eu tô ouvindo que o rock tá voltando. Mas acho que o rock sempre foi esse gênero que as pessoas ficam meio de pé atrás. O rock não morre nunca, ele tá sempre ali, acontece no underground. A maioria da galera que escuta rock não tem nem dinheiro pra estar aqui, tá ligado? Então são muitas camadas”, disse.
A artista vê com entusiasmo o crescimento de festivais que mesclam lendas e ícones com novos talentos, mas acredita que ainda há espaço para abrir portas para artistas emergentes. “Eu ainda torço pra que a gente tenha festivais que possam ter mais nomes novos, pra alcançar um público mais novo. É isso que vai manter o gênero vivo”, comentou.
Sobre a experiência de levar sua música ao The Town 2025, Day destacou que criar um show para festivais exige estratégia e energia. “Quando penso em festival, sempre penso em ter um show pra cima. Escolhi músicas que as pessoas precisam ouvir, que funcionam bem ao vivo. É um cartão de visita. Quero agradar tanto o fã fiel quanto quem me conhece hoje pela primeira vez”, explicou.
Ela também falou sobre as diferenças entre seus shows de turnê e apresentações em eventos desse porte. “Meu último show era bem metal, agora esse aqui tá mais pop, rock, mais tranquilo. Mas quando é festival, tem que ser empurrado, tem que ter energia”, disse.
A força de Day Limns no palco e sua visão sobre o mercado musical evidenciam o papel de artistas que não têm medo de se posicionar. Sua presença no Coke Studio reforça que o The Town não é apenas um festival de grandes nomes internacionais, mas também um espaço onde vozes novas e autênticas podem ocupar o centro das atenções.
O festival segue nos dias 12, 13 e 14 de setembro com apresentações de Backstreet Boys, Mariah Carey, Katy Perry e uma programação que promete continuar equilibrando a celebração de ícones e o incentivo a novos artistas.
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