O Brasil já começa a se organizar para um dos momentos mais esperados da música pop internacional em 2026. The Weeknd desembarca por aqui em abril com a turnê mundial “After Hours Til Dawn Stadium Tour“, acompanhado por Anitta na abertura de todos os shows brasileiros e mexicanos. Quem vai assistir aos shows no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, no dia 26 de abril, ou no estádio Morumbis, em São Paulo, nos dias 30 de abril e 1º de maio, sabe que cada pedaço do espetáculo foi pensado para contar uma história.
E se tem algo que define The Weeknd, é a capacidade de criar eras completas. Cada álbum constrói um universo próprio, com identidade visual, letras que ampliam essa proposta e shows que reforçam o conceito. É impossível falar sobre ele sem revisitar essa trajetória.
“Beauty Behind the Madness” marca o primeiro grande salto. É o momento em que Abel Tesfaye chega ao mainstream, mas sem abandonar as texturas sombrias que o colocaram no mapa. “The Hills” se transforma em hit mundial carregando uma assinatura: vocal em falsete, produção carregada de atmosfera, temas pesados e ao mesmo tempo irresistíveis.
Quando chega “Starboy”, o jogo muda. Ele passa a dialogar com o pop de forma direta, mas sempre do seu jeito. “Starboy” e “I Feel It Coming” expandem o alcance do artista sem comprometer o senso de conceito. Tudo parece futurista, frio, calculado. É a estética neon do pop moderno, abraçada por alguém que sempre soou como um outsider olhando para o sistema por trás de um vidro.
Depois, “After Hours” prepara a estética definitiva. O terno vermelho, o rosto machucado, a narrativa de autodestruição. Ele transforma a própria imagem em personagem. “Blinding Lights” invade a cultura pop como um fenômeno geracional e define a presença dele em estádios. Esse momento abre caminho para a turnê que agora se aproxima do Brasil. Quem comprou ingresso sabe que essa era representa mais que um disco. Representa um espetáculo completo.
“Dawn FM” surge como transmissão de rádio para um limbo existencial. A música “Out of Time” confirma a habilidade de Abel em entregar melodias suaves por cima de letras melancólicas, e esse contraste reforça o que o público já entendeu: The Weeknd opera melhor entre o sublime e o decadente.
E então chegamos a “Hurry Up Tomorrow”, seu trabalho mais recente e possivelmente o mais arriscado. O disco abandona parte dos contrastes pop e abraça estruturas cinematográficas, letras mais fragmentadas e um clima de distanciamento emocional. É quase um estudo sobre o próprio mito de Abel Tesfaye. Depois de anos construindo personagens, ele parece testar os limites do que sua estética pode entregar. Aceita que a música pop pode ir além de estruturas previsíveis e cria um álbum para ser sentido e interpretado, não simplesmente cantado.
Quando The Weeknd pisar em território brasileiro em abril de 2026, cada pessoa na plateia vai carregar memórias ligadas a pelo menos uma fase dessa trajetória. Desde o pop sombrio de “Beauty Behind the Madness” até a arquitetura sonora de “Hurry Up Tomorrow”, todas as eras deixaram marcas profundas na música global. E se existe algo que amarra tudo isso, é a coerência dessa evolução. Tudo muda, mas sempre dentro de um eixo criativo.
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