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Deezer revela em estudo global que quase todos os fãs confundem músicas de IA e humanas

Uma pesquisa inédita realizada pela Ipsos a pedido da Deezer, em oito países e com mais de 9 mil pessoas, revelou um dado surpreendente: 97% dos entrevistados não conseguiram distinguir, em um teste cego, se uma música havia sido criada por humanos ou totalmente gerada por Inteligência Artificial. Mais da metade dos participantes (52%) afirmou ter se sentido desconfortável ao descobrir que errou na identificação. Os dados da pesquisa foram divulgados nesta quarta-feira (12) pela empresa de streaming.

O estudo, que analisa a percepção sobre o uso da IA na música, reforça a necessidade de transparência e justiça para os artistas, especialmente em um cenário em que a Deezer recebe mais de 50 mil faixas geradas por IA todos os dias.

De acordo com a pesquisa, o Brasil se destacou por ser o país mais curioso sobre o tema, com 76% dos entrevistados demonstrando interesse em relação à IA na música. Além disso, 62% dos brasileiros acreditam que a tecnologia pode ajudar na descoberta de novos artistas e sons.

Apesar da curiosidade, há um receio crescente sobre os impactos criativos: 64% dos entrevistados no mundo acreditam que a IA pode levar à perda de originalidade na produção musical – no Brasil, o número é semelhante, com 60% compartilhando essa preocupação.

A pesquisa também mostra um clamor global por ética e clareza:

O CEO da Deezer, Alexis Lanternier, reforçou o posicionamento da plataforma: “Os resultados da pesquisa mostram claramente que as pessoas se importam com a música e querem saber se estão ouvindo faixas feitas por IA ou por humanos.”

Atualmente, a Deezer é a única plataforma que detecta e rotula explicitamente conteúdos totalmente gerados por Inteligência Artificial, tendo solicitado duas patentes para sua tecnologia de detecção.

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