A Disney e o diretor James Cameron foram alvos de um processo por suposta violação de direitos autorais movido por um animador 3D em um tribunal federal da Califórnia. A ação foi protocolada na segunda-feira, 16 de dezembro, e acusa Cameron de ter copiado elementos criativos para o filme “Avatar: O Caminho da Água”, lançado em 2022. As informações são da Reuters.

O autor da ação é Eric Ryder, que afirma ter colaborado com a Lightstorm Entertainment, produtora de Cameron, no desenvolvimento de um projeto cinematográfico baseado em sua história de ficção científica intitulada “KRZ”, ainda no final dos anos 1990. Segundo o processo, diversos elementos desse material teriam sido utilizados na franquia Avatar sem autorização.
Ryder pede ao menos US$ 500 milhões em indenização, além de uma ordem judicial que impeça o lançamento do terceiro filme da saga, “Avatar: Fogo e Cinzas”, previsto para estrear nos Estados Unidos nesta sexta-feira.
O animador já havia entrado com uma ação semelhante em 2011, relacionada ao primeiro Avatar, mas o processo foi arquivado após a Justiça concluir que James Cameron havia criado o universo do filme antes de Ryder apresentar sua obra à Lightstorm. No novo documento, os advogados reforçam que a ação atual não busca reabrir aquela disputa. “Este processo não é uma tentativa de relitigar reivindicações anteriores. Ele questiona novos atos de cópia que ocorrem pela primeira vez em Avatar 2”, afirma o texto.
De acordo com a denúncia, tanto Avatar quanto KRZ apresentam “seres antropomórficos, um vasto ambiente oceânico e uma corporação terrestre sinistra envolvida em operações de mineração ambientalmente prejudiciais em uma lua de um planeta gigante gasoso chamado Europa”. Ryder também sustenta que “O Caminho da Água” gira em torno da extração de uma substância de origem animal capaz de prolongar a vida humana, elemento que, segundo ele, já estava presente em KRZ, mas não no primeiro filme da franquia.
“Embora essa substância seja apenas um dos muitos exemplos de conteúdo infrator em Avatar 2, seu uso como elemento central da trama é fundamental para a apropriação indevida praticada pelos réus”, afirma a ação judicial.
Em nota à Reuters, o advogado de Ryder, Daniel Saunders, declarou que a suposta apropriação criativa foi “clara e grave”, ressaltando que a obra teria sido usada para criar “o terceiro filme de maior bilheteria de todos os tempos”.
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