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DJ Tamy celebra a transformação da cena musical brasileira

A DJ e comunicadora Tamy tem acompanhado de perto as transformações na cena musical brasileira e destaca o impacto direto da internet na forma como a música é produzida e consumida. Segundo ela, a velocidade com que novos lançamentos chegam ao público alterou não só o ritmo da indústria, mas também os critérios de qualidade.

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“Hoje as coisas estão sendo lançadas muito rápidas, toda hora tem música, toda hora tem alguém novo”, afirma. Com o acesso facilitado à produção musical, ela observa também uma queda nos cuidados técnicos: “Tem muita gente fazendo de qualquer jeito… não tá se preocupando com uma boa mix, com uma boa master”.

Tamy também chama atenção para o uso da representatividade como discurso no mercado. Para ela, há um distanciamento entre a pauta e sua prática real. “Eu acho que eles não entenderam isso genuinamente, sabe? Veem como uma pauta necessária, mas não sei se é genuíno na totalidade”, avalia.

Apesar do cenário, Tamy segue atuando como referência para outras mulheres na música. “Não é importante estar só eu, é importante a Laís Conti estar, é importante a Jacquelone estar… é importante a minha sobrinha ver que é possível ela também estar aqui”. Ela afirma que sua trajetória mostra que há espaço, ainda que conquistado com resistência. “Eu sou literalmente o retrato de alguém que venceu”.

A DJ também destaca que seu trabalho carrega marcas pessoais e afetivas. “Eu sou muito da paz, eu sou muito do amor… isso é o que as pessoas me dizem sobre mim”. Essa abordagem, segundo ela, molda sua entrega. “Acaba trazendo muito amor, verdade e afeto”.

A partir de sua vivência, Tamy sustenta que representatividade não deve ser encarada como tendência, mas como pilar estrutural para o futuro da música brasileira.

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