Durante anos, Melody ocupou um lugar curioso na cultura pop brasileira. Um nome associado à viralização precoce, aos falsetes que dominaram timelines e aos debates que sempre ultrapassaram a música. Em 2026, esse enquadramento já ficou para trás. O que se apresenta agora é uma artista que converteu exposição em estratégia, audiência em permanência e curiosidade em resultado concreto de mercado.

Nascida em São Paulo, Melody construiu sua trajetória sob os holofotes desde muito cedo. O primeiro impacto veio em 2015, quando vídeos cantando “Fale de Mim” e executando falsetes inspirados em Mariah Carey se espalharam pelas redes sociais. A internet respondeu com memes, debates e atenção massiva. Aquilo que começou como fenômeno espontâneo rapidamente se transformou em um laboratório público de imagem, voz e posicionamento. Poucos artistas brasileiros enfrentaram uma curva de aprendizado tão visível.
Com o passar dos anos, a narrativa deixou de girar em torno do viral e passou a dialogar com estratégia de permanência. O lançamento de “Tô Bem, Tô Zen”, em parceria com a KondZilla, marcou uma virada simbólica. Mais de 100 milhões de visualizações depois, Melody já se apresentava como um nome capaz de disputar espaço real dentro do ecossistema do pop nacional, conectando funk, pop e linguagem de plataformas.
O salto definitivo veio com “Pipoco”, colaboração com Ana Castela que alcançou o topo do Spotify Brasil e colocou Melody como a artista mais jovem da história a liderar a parada no país. A partir desse ponto, o discurso sobre promessa perdeu força. O mercado passou a responder com números, recorrência e escala. Parcerias com nomes consolidados, como Naldo Benny em “Love, Love”, e o remix de “Mil Veces” ao lado de Anitta reforçaram uma leitura clara: Melody compreende o jogo das colaborações como ferramenta de expansão de público, circulação de imagem e consolidação de marca.
O ano de 2025 funcionou como rito de passagem. Ao completar 18 anos, Melody encerrou um ciclo de observação pública constante e iniciou outro, pautado por autonomia artística e financeira. Os dados confirmam essa transição. Em 1º de janeiro de 2026, a cantora ultrapassou 10,1 milhões de ouvintes mensais no Spotify, entrando oficialmente no mesmo patamar das maiores artistas femininas do país. A faixa “JETSKI” estreou no Top 200 Global do Spotify, com mais de 1 milhão de reproduções em um único dia, enquanto “Desliza”, parceria com Léo Santana, consolidou presença constante entre os maiores sucessos do Brasil.
Esse desempenho reposiciona Melody dentro do pop nacional. O discurso centrado no falsete se diluiu diante de um repertório que aposta no tecnomelody romântico, no pop de alta rotação e em lançamentos frequentes pensados para algoritmos, festas populares e grandes ciclos sazonais, como Carnaval e verão. A presença simultânea de múltiplas faixas no Top 50 do Spotify indica domínio de timing e leitura de comportamento de consumo.
Outro ponto que chama atenção em 2026 é a ampliação do horizonte internacional. A passagem pela Coreia do Sul, em reuniões com produtores ligados ao universo do K-pop, sinaliza uma ambição que ultrapassa fronteiras linguísticas. A influência de artistas como Christina Aguilera, Mariah Carey e Ariana Grande, sempre declarada por Melody, agora se traduz em ambição global, alinhada a um mercado que valoriza performance, imagem e versatilidade.
Com faturamento mensal milionário, patrimônio milionário e controle crescente sobre sua própria carreira, Melody se consolida também como empresária de si mesma. A antiga narrativa da artista mirim deu lugar a uma leitura mais objetiva, sustentada por métricas, contratos e recorrência de sucesso.
Em 2026, Melody ocupa um espaço claro no pop brasileiro. Uma artista que atravessou o rótulo de viral, sobreviveu ao escrutínio público e transformou exposição em capital simbólico e financeiro. O cenário atual aponta para algo maior do que promessa. Melody surge como uma das forças centrais da música pop nacional, com capacidade de diálogo entre gerações, plataformas e mercados.
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