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Explorando a jornada visual de Doja Cat

Doja Cat está chegando. Não tem outro jeito de anunciar. A artista norte-americana fará um show único no Brasil em 2026 como parte da turnê mundial “Ma Vie”, e a pergunta é simples: você está preparado para uma das experiências visuais mais intensas da música pop atual? O show acontece no dia 5 de fevereiro de 2026, no Suhai Music Hall, em São Paulo. O evento promete encher a capital de registros no Instagram e vídeos no TikTok. E aqui está o ponto principal. Doja Cat não é só um show, é um espetáculo visual. Entender isso é a chave para compreender por que o público está tão ansioso. Doja Cat construiu sua carreira com hits como “Say So”, que explodiu no TikTok em 2020, “Paint the Town Red”, “Attention” e “Woman”, todas acompanhadas de videoclipes que se tornaram quase estudos de direção de arte e estética pop. Mesmo quem nunca ouviu um álbum completo reconhece a artista pela imagem.

Explorando a jornada visual de Doja Cat

A videografia de Doja Cat é um catálogo de identidade visual. “Say So” trouxe a estética disco com glitter, luzes neon e cabelos coloridos. “Paint the Town Red” apresentou a artista assumindo controle criativo, assinando a co-direção. “Attention” apostou em desconforto visual e provocação, enquanto “Woman”, um dos momentos mais fortes de “Planet Her”, mergulha em fantasia afro-futurista com figurinos de alta estética editorial. “Streets” e “Need to Know”, também de “Planet Her”, seguem a mesma lógica de criar universos próprios em vídeo. Até clipes mais leves visualmente, como “Like That” e “Get Into It (Yuh)”, apostam em coreografias e paletas de cor calculadas. Em “Just Us”, sua colaboração com Jack Harlow lançada em 2025, Doja transforma um restaurante de Los Angeles em um cenário cinematográfico com atmosfera hipnótica.

Falar de Doja Cat exige falar de moda. A artista virou referência justamente porque entendeu que a imagem é uma linguagem própria dentro da música pop. Não existe um “estilo Doja Cat”. Existe um cardápio de estilos Doja Cat. Ela pode surgir como uma diva dos anos 90 em tons pastéis, aparecer completamente careca em lives, ou chegar coberta por 30 mil cristais Swarovski na Paris Fashion Week, como fez em 2023 para a Schiaparelli. Esse momento virou notícia no mundo inteiro e reafirmou uma verdade: o visual de Doja Cat não é figurino, é performance. Nada nela é acidental. Doja transita entre R&B, hip-hop e pop futurista, e seu estilo acompanha essa metamorfose constante. Cada aparição pública é um manifesto visual, muitas vezes desconfortável, provocativo, imprevisível. E isso faz parte do jogo.

O show em São Paulo deve seguir esse mesmo caminho. Porque Doja Cat não sobe ao palco só para cantar. Ela constrói um mundo temporário. E convida o público a entrar. Desde a capa de “Vie”, com o paraquedas e a árvore simbolizando confiança e crescimento, até a estética ultracoreografada de suas performances ao vivo, tudo é pensado para gerar impacto. Basta lembrar do VMA 2020, quando Doja transformou o palco em um cenário intergaláctico, com figurinos metálicos e atmosfera de ficção científica. Ela entende que o público consome música com os olhos, não só com os ouvidos.

Se repetir na turnê “Ma Vie” o que vem apresentando nos últimos anos, espere figurinos provocativos, cenários mutantes e passeios conceituais entre o pop, o grotesco e o surreal. Doja costuma transformar elementos visuais de clipes em cenografia. Isso significa que provavelmente veremos fragmentos visuais de “Paint the Town Red”, “Attention” ou “Woman” traduzidos em palco. O público não vai assistir a um show. Vai vivenciar um ritual performático em que música, moda, vídeo, figurino e narrativa se fundem.

No fim das contas, Doja Cat é a artista pop que entendeu o século 21 com mais precisão. Ela é performer, diretora criativa, provocadora visual. Constrói um espetáculo eficiente em streaming, em telão gigante, em vídeos de 15 segundos no TikTok. E faz tudo sem perder o senso de humor, o que também faz parte de sua assinatura. Basta lembrar que tudo começou com “Mooo!”, um clipe surreal sobre ser uma vaca popstar. Quando Doja Cat chegar ao Brasil, o público não vai apenas ouvir os hits. Vai testemunhar uma artista que transformou cada frame em identidade própria. E isso explica por que todo mundo discute figurino, estética e direção criativa antes mesmo de falar sobre a música. Não existe separação. A imagem é parte da obra.

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