Com um fluxo criativo intenso, Pedro Vulpe desenvolveu as músicas que dariam forma ao EP “Mayfly” enquanto conciliava sua carreira autoral com duas temporadas em “Once – O Musical”, versão brasileira da premiada peça da Broadway que contou com nomes como Lucas Lima, Andrezza Massei e Bruna Guerin no elenco. O trabalho também carrega reflexos de sua breve passagem pela Irlanda, onde o artista catarinense se apresentou e fez gravações.

Lançado recentemente, o EP “Mayfly”, que em tradução livre significa “pode ser que voe”, reúne quatro faixas em inglês e apresenta uma sonoridade folk marcada por reflexões sobre decisões, amadurecimento e o impacto das escolhas ao longo da vida. Com produção de Eziquiel Augustin, o trabalho destaca o envolvimento direto de Pedro Vulpe em todas as etapas do processo criativo.
Sobre “Life Of Dreaming”, o artista explica que a música nasceu após assistir ao documentário “O Fardo dos Sonhos”, que acompanha a conturbada produção do filme Fitzcarraldo, de Werner Herzog. “É sobre não mensurar esforços quando se trata daquilo que se sonha, mas também sobre entender o peso das decisões”, resume.
Já “Lonely Second” apresenta uma atmosfera folk-rock construída em camadas de violões, com uma vibração pulsante e enérgica. A canção fala sobre o instante anterior ao desconhecido, convidando o ouvinte a observar os segundos que antecedem uma mudança. “É sobre o momento antes da tentativa, antes do salto”, define Pedro Vulpe.
Pensada como a faixa mais instintiva do EP, “Ashes” surge como uma balada lo-fi que aborda relações que não são amor, mas que ainda assim carregam significado. Curiosamente, a ideia nasceu após um episódio da série “Lovecraft Country”, da HBO, trazendo um contraste entre desejo, consciência e necessidade.
Encerrando o trabalho, “Older” carrega um tom mais íntimo e reflexivo. A faixa surgiu como se o artista pudesse se aconselhar na infância, mas acabou se transformando em um tipo de testamento para sua filha. “É como se eu encontrasse meu eu-criança e dissesse tudo o que gostaria de ter ouvido”, comenta.
Podendo voar ou não, “Mayfly” se firma como um trabalho que conduz o ouvinte por reflexões sobre sonhos, escolhas e amadurecimento. As quatro canções são interpretadas em inglês e contam com Eziquiel Augustin na produção, bateria e teclado, enquanto Pedro Vulpe assina composição, voz, violão, guitarra e baixo, acompanhado por Eziquiel e Cleiton Felix no violão e guitarra.
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