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Felipe Alcântara transforma fé em música e se apresenta no Círio de Nazaré com o EP “Daqui pro Céu”

Católico devoto de Nossa Senhora de Nazaré, o cantor Felipe Alcântara teve sua trajetória marcada pelo Círio de Nazaré de uma forma que nem ele esperava. Na edição de 2024, diante de milhares de pessoas na Praça Santuário, o paraibano revelado pelo Superstar, da Globo e famoso pelo forró, sentiu que já não era apenas um cantor no palco: era alguém respondendo a um chamado. Daquela experiência nasceu o EP Daqui pro Céu, o primeiro trabalho totalmente católico de sua carreira, lançado em setembro de 2025.

Agora Felipe retorna ao Círio com um coração ainda mais cheio de fé, de música e da vontade de dividir essa devoção com a família. Ele será uma das atrações do Bendito Encontro, show de abertura da festividade no dia 7 de outubro, que reúne nomes como Padre Cavalcante, Walmir Alencar, Davison Silva e Rafael Morel.

No repertório, canções que se tornaram oração em forma de melodia: Daqui pro Céu, É Círio, Bendito Encontro, Me levanta e me faz caminhar e Templo Vivo. Além disso, ele divide o microfone em Maria de Deus, Senhora da Paz com o Padre Cavalcante, e encerra em coro com todos os convidados em Maria de Nazaré.

“Eu creio verdadeiramente no amor de Nossa Senhora por mim, por nós. Voltar ao Círio é a materialização desse amor, desse cuidado, desse convite dela dizendo: ‘filho, fica aqui pertinho, vive comigo esse período’. Para mim, o Círio é um retiro. É um tempo em que me entrego por inteiro. Cada ano Nossa Senhora me revela algo novo: em 2023 ela plantou uma semente que hoje virou o trabalho Daqui pro Céu, em 2024 nasceu minha terceira filha, Celina, e agora em 2025 volto com o coração aberto para o que vir”, afirma.

Entre o forró e a devoção

Felipe Alcântara é conhecido desde 2015, quando brilhou no Superstar (Globo) à frente da banda Os Gonzagas. De lá para cá, levou o forró para festivais no Brasil e na Europa, gravou com Maneva, Lucy Alves e Santanna, dividiu palco com Chico César e Elba Ramalho, e deu nova cara a clássicos da música brasileira.

Com o EP Daqui pro Céu, ele amplia os caminhos: mantém o forró na base, mas entrega letras feitas para rezar e adorar. “Sempre fui um católico que canta. Hoje também me reconheço como cantor católico. Não é ruptura, é um passo natural. Essas músicas nasceram em momentos de intimidade com Deus, e eu só deixei que chegassem ao público”, afirma.

De filho para mãe

Em 2025, Felipe vai além do show de abertura: canta também na Transladação (sábado) e no grande show do domingo do Círio, quando apresenta o repertório completo dedicado à Nossa Senhora. Para ele, não se trata de mais um compromisso na agenda, mas de um gesto de gratidão.

“Voltar é dizer: Mãe, estou aqui mais uma vez disposto a fazer a tua vontade e pedindo tua intercessão junto ao teu Filho. E dessa vez levo minhas filhas comigo, para que elas também vivam essa devoção tão nossa, tão brasileira”, completa.

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