O longa-metragem “Manas“ foi anunciado como um dos finalistas ao Prêmio Goya 2026, na categoria Melhor Filme Ibero-Americano, ampliando o reconhecimento do cinema brasileiro no cenário internacional. A cerimônia está marcada para 28 de fevereiro de 2026, em Barcelona, e marca um feito histórico: Marianna Brennand se torna a primeira cineasta brasileira a representar um filme na principal premiação do cinema espanhol.

Primeiro longa de ficção da diretora, “Manas” vem se consolidando como um dos títulos nacionais mais premiados dos últimos anos. Desde a estreia no Festival de Veneza, onde venceu o Directors Award, principal prêmio da Giornate degli Autori, o filme já acumula mais de 40 prêmios internacionais, sustentando uma trajetória consistente em festivais e mostras ao redor do mundo.
Durante a temporada 2024–2025, o longa alcançou outro marco relevante ao se tornar o único filme premiado tanto em Veneza quanto em Cannes. Nesse período, Marianna Brennand recebeu o Women In Motion Emerging Talent Award 2025, iniciativa da Kering em parceria com o Festival de Cannes, dedicada a destacar novos talentos do cinema internacional.
A produção executiva de “Manas” reúne nomes de peso do cinema mundial, como Sean Penn, os irmãos Dardenne, Walter Salles e Maria Carlota Bruno. O reconhecimento artístico também impulsiona a circulação comercial do filme. Nos Estados Unidos, o longa será lançado pela distribuidora KimStim, com estreia prevista em cerca de 20 cidades, incluindo o tradicional Film Forum, em Nova York.
Rodado na Amazônia, o filme traz Jamilli Correa no papel principal, ao lado de Dira Paes, Fátima Macedo e Rômulo Braga, além de atores e atrizes locais da região. O roteiro, vencedor do Sam Spiegel International Film Lab, é assinado por Felipe Sholl, Marcelo Grabowsky, Marianna Brennand, Antonia Pellegrino, Camila Agustini e Carolina Benevides. A equipe técnica conta ainda com Pierre de Kerchove na direção de fotografia, Marcos Pedroso na direção de arte, Isabela Monteiro de Castro na montagem e Kika Lopes no figurino.
“Manas” acompanha a história de Marcielle, conhecida como Tielle, uma jovem de 13 anos que vive na Ilha do Marajó, no Pará, com a família. Idealizando a trajetória da irmã mais velha, que teria deixado a região após “arrumar um homem bom”, a personagem passa a questionar as estruturas que a cercam à medida que amadurece. Presa a ambientes marcados por abuso, silêncio e violência, Tielle decide confrontar a engrenagem que oprime as mulheres à sua volta.
A origem do projeto remonta a 2014, quando Marianna Brennand teve contato com relatos de exploração sexual de crianças em balsas da região do Rio Tajapuru. Inicialmente concebido como documentário, o projeto migrou para a ficção por razões éticas, permitindo uma abordagem mais sensorial e respeitosa do tema. O filme aposta em um naturalismo próximo do documental, buscando estabelecer uma conexão direta entre o espectador e a experiência emocional da protagonista.
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