O suspense de “56 Dias“, do Prime Video, começa com uma imagem impossível de ignorar: um corpo em decomposição dentro da banheira do apartamento de Oliver. A série constrói sua tensão em duas frentes, descobrir quem morreu e entender qual é a verdadeira conexão entre Ciara e Oliver. Quando as peças finalmente se encaixam, a resposta é mais complexa do que parecia.

Oliver, vivido por Avan Jogia, não é exatamente quem diz ser. O nome “Oliver Kennedy” é apenas mais uma identidade assumida por alguém que foge do próprio passado. Seu verdadeiro nome é Oliver St. Ledgers, herdeiro de uma família milionária envolvida em um escândalo antigo, a morte de um adolescente às margens de um rio, anos antes.
Na juventude, três garotos estavam juntos quando uma briga terminou em tragédia. Durante muito tempo, a versão oficial sustentou que Shane Martin era o culpado. O rumor, porém, sempre apontou que Oliver estava envolvido. A verdade revelada no final é direta e brutal. Foi Oliver quem matou Paul Sparling, agindo no meio de uma briga que saiu do controle. O pai dele, usando influência e dinheiro, ajudou a distorcer os fatos. Shane assumiu a culpa e foi preso.
É aqui que entra Ciara, interpretada por Dove Cameron. O que parece ser um romance intenso durante o isolamento esconde outra camada. Ciara não é Ciara. Seu nome verdadeiro é Megan Martin, irmã mais nova de Shane.
Ela sempre desconfiou que o irmão foi usado como bode expiatório. Quando Shane comete suicídio na prisão, carregando o peso de um crime que não foi dele, Megan transforma dor em plano. Ela rastreia Oliver, muda de identidade, se aproxima e ganha sua confiança. A intenção inicial não era amor. Era vingança. Era justiça.
O problema é que o plano começa a sair do controle quando sentimentos reais surgem. O que começa como estratégia vira envolvimento emocional, e essa ambiguidade move os momentos finais. Mas o grande mistério permanece. Afinal, de quem é o corpo na banheira?
A resposta desmonta as expectativas. Não é Ciara. Não é Oliver. O morto é Dan Troxler, o homem que se apresentava como terapeuta e mentor de Oliver. Ele sabia a verdade sobre o crime do passado e explorou isso por anos. Sem licença para exercer a profissão, manipulou Oliver psicologicamente, alimentou sua culpa e ainda chantageou a família para manter silêncio. Há indícios de que foi ele quem pressionou Shane ao desespero na prisão.
No confronto decisivo, Dan reaparece disposto a retomar o controle sobre Oliver. Ciara intervém. Ela o atinge na cabeça, selando o destino do homem que sustentava toda a teia de manipulação. A partir daí, a decisão é prática e fria, ocultar o corpo. Com ajuda da irmã, ela usa produtos químicos e calor para acelerar a decomposição na banheira, tentando ganhar tempo suficiente para fugir com Oliver. O cadáver permanece escondido por quase duas semanas.
Outro elemento importante é a jornalista Jane Miller, que investigava o apelido Assassino de Narrow River e as múltiplas identidades de Oliver. Ela suspeitava que a história oficial nunca foi verdadeira. É Jane quem invade o apartamento antes da polícia e encontra o corpo. Para não se incriminar, aciona o alarme de incêndio anonimamente e desaparece, mas depois acaba implicada por omissão.
No fim, “56 Dias” não é apenas sobre um assassinato, mas sobre culpa, identidade e até onde alguém está disposto a ir para corrigir uma injustiça ou para sobreviver a ela. Oliver carregava um crime. Ciara carregava luto e revolta. Dan carregava a manipulação.
Fique por dentro das novidades das maiores marcas do mundo! Acesse nosso site Marca Pop e descubra as tendências em primeira mão.






