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Final explicado de “Amores Materialistas”

Texto: Ygor Monroe
1 de agosto de 2025
em Cinemas/Filmes

No segundo longa de Celine Song, a diretora indicada ao Oscar por “Vidas Passadas”, o romantismo silencioso dá lugar a uma crítica explícita sobre os afetos mediados por critérios de valor, status e aparência. Em “Amores Materialistas”, as decisões amorosas dos personagens não partem de sentimentos idealizados, mas de estratégias, inseguranças e concessões. O resultado é um final que quebra expectativas, mesmo quando parece caminhar para um desfecho tradicional.

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Final explicado de "Amores Materialistas"
Final explicado de “Amores Materialistas”

Lucy, interpretada por Dakota Johnson, é uma casamenteira de elite em Nova York. Seu trabalho consiste em reunir pares supostamente compatíveis a partir de um sistema que privilegia beleza, poder financeiro e prestígio. Quando ela conhece Harry, vivido por Pedro Pascal, tudo indica que encontrou o parceiro ideal. Rico, charmoso, estável. Um encaixe perfeito para o sistema que ela mesma ajudou a construir.

Na véspera de uma viagem romântica à Islândia, Lucy encontra um anel de noivado nas coisas de Harry e, em seguida, percebe cicatrizes em sua perna. As marcas remetem à cirurgia mencionada no início do filme, um procedimento usado por homens que buscam aumentar a altura. A revelação abre espaço para um diálogo sobre insegurança masculina, aparência e reconhecimento. Harry explica que o alongamento mudou sua vida, deu confiança, respeito profissional e visibilidade. Lucy diz que nada muda entre eles, mas a relação já está abalada.

Ela reflete sobre a lógica por trás daquela conexão. Não há paixão, apenas cumprimento de expectativas. Lucy decide encerrar o relacionamento. Pede que ele viaje sozinho e o fim acontece sem drama, mas com frieza. O casal ideal se desfaz porque nunca foi real.

Sem ter onde ficar, Lucy procura John, o ex-namorado interpretado por Chris Evans. Eles partem juntos para o interior, improvisam uma aventura e invadem um casamento. No reencontro, há ternura e memória. Mas também há hesitação. John representa o passado, a vida sem garantias, sem plano de carreira. Lucy o beija, mas quando ele pergunta se há futuro para os dois, ela não responde com certeza.

A discussão é interrompida por uma emergência. Uma de suas clientes está em perigo após ser agredida pelo parceiro que Lucy havia indicado. Os dois voltam à cidade e o foco se desloca novamente. John espera por ela na calçada. Diz que está disposto a aceitar empregos que odeia, que vai tentar. Lucy ouve, mas não dá respostas imediatas.

Na manhã seguinte, ela recebe uma ligação da chefe oferecendo uma promoção. Lucy diz que vai pensar. John a pede em casamento. E os créditos mostram o desfecho que parecia improvável no início: eles juntos no cartório, casando-se entre outros casais anônimos, inclusive os “homens das cavernas” que surgem ao longo do filme como alívios cômicos.

O final não apaga as contradições. Lucy e John ficam juntos, mas não é uma vitória romântica no sentido tradicional. A protagonista continua carregando os dilemas do amor, onde emoções convivem com cálculo e as certezas são provisórias. O gesto de dizer sim pode ser mais um experimento do que uma conclusão definitiva.

“Amores Materialistas” propõe um olhar direto sobre os vínculos amorosos e profissionais da era pós-romântica. A escolha final de Lucy carrega menos idealismo e mais pragmatismo. Ainda assim, há afeto. A felicidade, neste contexto, aparece como possibilidade, não promessa.

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