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Final explicado de “Conclave”

Texto: Ygor Monroe
23 de abril de 2025
em Cinemas/Filmes, Destaques

Lançado em meio a debates sobre fé, tradição e representatividade, “Conclave” se apresenta como um thriller político revestido pela liturgia da Igreja Católica. Dirigido por Edward Berger, o filme adapta o romance de Robert Harris e mergulha nos bastidores do processo de escolha do novo Papa. Embora tenha ares de suspense, o longa é, essencialmente, um comentário sobre poder institucional, legado moral e transformação silenciosa.

Atenção: este texto contém spoilers sobre o desfecho de “Conclave”. Para quem busca uma crítica livre de revelações, temos uma análise sem spoilers disponível aqui.

Final explicado de “Conclave”
Final explicado de “Conclave”

A trama começa após a morte do Papa, em meio a especulações sobre sua sucessão. Quatro cardeais despontam como favoritos: Bellini, Adeyemi, Tedesco e Tremblay. Todos representam facções e ideologias distintas dentro da própria estrutura eclesiástica, mas é a chegada de um quinto nome, o misterioso cardeal Benitez, que altera a lógica do jogo.

Benitez, mexicano e ordenado secretamente no Afeganistão, surge como um corpo estranho no Conclave. Sua trajetória foge das tradições romanas. Ainda assim, aos poucos, ele conquista votos, impulsionado não por alianças políticas, mas por um discurso que rompe com a retórica bélica e exclusivista dos demais candidatos.

Enquanto isso, o cardeal Lawrence, interpretado por Ralph Fiennes, conduz o Conclave com um senso de dever que se transforma em inquietação moral. Ele desmascara a hipocrisia de Adeyemi, revela a corrupção de Tremblay e presencia os delírios fundamentalistas de Tedesco, que sugere transformar a Igreja em uma força de enfrentamento religioso.

Frente a esse cenário, Lawrence se vê compelido a aceitar sua própria candidatura, temendo que o futuro da Igreja seja entregue a um reacionário. Mas é Benitez quem, em um momento decisivo, oferece a voz de equilíbrio. Ao confrontar Tedesco após os atentados que sacodem o Vaticano, ele rejeita a ideia da guerra santa. Seu discurso não propõe reforma agressiva, mas resgate da humanidade perdida.

A decisão final do Conclave o elege como Papa. Sob o nome de Inocêncio, Benitez representa uma ruptura histórica. Contudo, a revelação final traz a verdadeira dimensão simbólica do filme. Em uma conversa privada, ele confessa a Lawrence que nasceu com características intersexuais. O Papa anterior conhecia sua condição e, ainda assim, escolheu ordená-lo, enxergando sua existência como expressão da obra divina. O novo pontífice não nega nem esconde sua identidade: afirma que jamais alterou seu corpo, por entender que a complexidade da própria biologia humana carrega uma verdade espiritual que a doutrina muitas vezes não consegue acolher.

Lawrence opta por proteger o segredo. O gesto não é um pacto de silêncio, mas o reconhecimento de que a fé precisa, antes de tudo, encontrar espaço para a dignidade. Ao fechar os olhos para a conformidade biológica tradicional, o filme defende que há espaço para transcendência na diferença.

“Conclave” termina em um registro sereno, mas provocador. Em vez de uma reviravolta ruidosa, Berger encerra a obra com uma mensagem de ruptura sutil: a verdadeira revolução não acontece quando se desafia a estrutura frontalmente, mas quando se infiltra nela com outra perspectiva. A escolha de Benitez, portanto, não é uma provocação à fé, mas um apelo à compaixão e à reinterpretação do que significa ser escolhido.

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Temas: Conclave

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