Quem chegou até o fim de “The Old Guard 2” já entendeu o recado: isso aqui é só o segundo ato. A nova leva de pancadaria imortal da Netflix deixa bem claro que ainda há terreno pra explorar, sangue pra derramar e dilemas éticos pra complicar. O problema é que esse terreno foi aberto com mais perguntas do que respostas, e o filme encerra como quem deixa a porta escancarada sem se preocupar em fechar nenhuma janela.
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O embate final acontece numa instalação nuclear asiática, mas poderia ser em qualquer outro cenário grandioso e simbólico. A vilã Discord, vivida por Uma Thurman com aquele ar de megalomania contida, usa o local como armadilha para atrair Andy e companhia. E consegue. Toda a equipe acaba capturada, menos a protagonista, que fica do lado de fora pra encarar um confronto direto com a nova antagonista da vez.
A surpresa vem quando Andy perde. Simples assim. Depois de milênios batendo em tudo que respira, ela leva a pior. Discord foge levando os corpos dos companheiros, mas antes disso solta a cartada que dá sentido a tudo: o corpo dela está falhando, e a imortalidade já não é tão eterna assim. O medo da morte vira motivação, e com isso vem o plano distorcido de se tornar deusa no controle do tempo de vida dos outros.
É nesse ponto que entra Nile, interpretada por KiKi Layne. Ela é mais do que a novata da equipe, mais do que o elo emocional do grupo. Em “The Old Guard 2”, a personagem descobre ser a última imortal, e isso a transforma numa peça única no tabuleiro: qualquer imortal que for ferido por ela perde essa habilidade e tem a chance de passá-la adiante. Um dom, um fardo e uma ameaça na mesma medida.
O plano da vilã é simples e perverso: torturar Nile até que ela machuque os amigos, e torturar os amigos até que eles transfiram sua imortalidade para Discord. Não tem redenção nesse jogo. É sobrevivência, poder e uma boa dose de desespero.
Só que tudo isso é só a preparação. A história corta antes da execução do plano. O filme termina com Andy e Quynh que voltam a se entender depois de uma reaproximação tensa saindo em busca do paradeiro da vilã. A promessa é clara: a guerra vai continuar, só não agora.
O que fica, então, é o gancho. Um daqueles que funciona como ameaça e convite ao mesmo tempo. Se você quer ver o que vai acontecer, vai ter que esperar. Porque “The Old Guard 2” termina com a cara de quem sabe que o terceiro capítulo está em jogo, mas também de quem depende de números para sair do papel.
E “The Old Guard 3”? Vai rolar?
A resposta curta é: ninguém sabe. A Netflix ainda não confirmou nada, o que por si só já acende o alerta. O primeiro filme estreou em 2020, ou seja, um intervalo de quatro anos até a sequência. Isso por si já mostra que a franquia não é prioridade. Charlize Theron continua sendo um nome forte, mas o tempo entre lançamentos revela mais sobre hesitação do que sobre entusiasmo.
Se depender da trama, tem lenha pra queimar. Se depender da química entre personagens e do potencial criativo, também. Mas se depender do ritmo da plataforma e da reação do público, aí o cenário é mais nebuloso. A continuidade da história está amarrada a um sucesso que precisa acontecer agora. E não dá pra garantir que esse timing funcione em 2025 como funcionava em 2020.
Enquanto o futuro segue incerto, o presente oferece uma maratona dupla. “The Old Guard” e “The Old Guard 2” estão disponíveis na Netflix. E se o terceiro capítulo vier, é bom que esteja pronto pra entregar tudo o que esse final ousou prometer e não teve coragem de mostrar.
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