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Globoplay estreia série que investiga médico acusado de mortes e lesões no RS

Texto: Eduardo Fonseca
9 de janeiro de 2026
em Documentários, Globoplay, Séries, Streaming

O Globoplay estreiou nesta semana a série documental “Quebra de Juramento – um médico no banco dos réus”, produção do Jornalismo da Globo que investiga um dos casos mais complexos e impactantes da medicina brasileira recente. A obra revela os bastidores das apurações contra o cirurgião João Couto Neto, que responde a mais de cem inquéritos policiais e é suspeito de provocar a morte de ao menos 40 pacientes, além de causar lesões corporais em outros 108, no Rio Grande do Sul.

Com três episódios, a série parte da pergunta central: como um médico renomado, popular nas redes sociais e altamente requisitado em sua região se tornou protagonista de um escândalo criminal de grandes proporções? Especialista em cirurgias por videolaparoscopia, especialmente de hérnia, vesícula e endometriose, João Couto Neto atuava no Vale dos Sinos e afirmava ter realizado mais de 25 mil procedimentos ao longo de 19 anos de carreira.

De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que iniciou as investigações em 2022, o cirurgião teria abandonado princípios técnicos e éticos para ampliar seus ganhos financeiros. A apuração aponta a adoção de uma rotina descrita como “linha de produção” em hospitais particulares, com práticas sistemáticas de risco, negligência no pós-operatório e condutas consideradas antiéticas.

A produção reúne depoimentos exclusivos de familiares de supostas vítimas, pacientes, delegados, representantes do Ministério Público, advogados, médicos e pesquisadores da área da saúde. Também são apresentados áudios, mensagens enviadas por João Couto Neto a pacientes e trechos de depoimentos prestados pelo cirurgião à polícia.

“A série procura apresentar um retrato objetivo das investigações do caso. Traz as conclusões da polícia e da Promotoria até agora, mas sem entrar em juízo de valor sobre a responsabilidade do cirurgião, até porque se trata de um caso em aberto na Justiça. Apesar do número elevado de investigações, o cirurgião tem muitos ex-pacientes que o defendem, e a série procura contemplar todas essas posições”, explica a produtora executiva Clarissa Cavalcanti.

Além do caso criminal, “Quebra de Juramento – um médico no banco dos réus” amplia o debate sobre ética médica, mercantilização da saúde e os desafios para responsabilizar profissionais e empresas do setor. Dados do Conselho Nacional de Justiça mostram que as ações por danos morais e materiais na saúde mais que dobraram em cinco anos, saltando de 29,3 mil em 2020 para 76,9 mil em 2024, uma alta de 161%.

Levantamento da ONG Fiquem Sabendo, a pedido da produção, indica que 97 médicos foram cassados pelo Conselho Federal de Medicina entre 2020 e 2024, número que representa 35% dos profissionais julgados no período, mas apenas 0,01% dos médicos ativos no Brasil em 2024. Outro dado destacado é o crescimento das escolas médicas, que passaram de 181 em 2010 para 448 em junho de 2025, segundo o Ministério da Educação.

“A série toca em um tema que afeta todos os brasileiros: a precarização da relação médico-paciente. Independentemente do desfecho judicial do caso, essas investigações podem ser vistas como sintomas de problemas estruturais mais amplos na prática médica no país, refletindo diretamente na segurança do paciente”, afirma Thiago Guimarães, diretor e roteirista da produção.

Durante as investigações, João Couto Neto chegou a ser preso duas vezes, mas atualmente responde em liberdade. Proibido de exercer a medicina, ele já é réu em dois processos por homicídio por omissão, com dolo eventual, envolvendo seis ex-pacientes. A Justiça do Rio Grande do Sul deve decidir em breve se os casos serão levados a júri popular.

A série tem direção de Thiago Guimarães, produção executiva de Clarissa Cavalcanti, roteiro de Thiago Guimarães e Renata Matarazzo, produção de Stephanie Lotufo e fotografia de Adriano Ferreira.

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