A cantora e compositora paulistana Marela lança, nesta quinta-feira (4), às 20h, seu primeiro álbum, “Aqui”, trabalho guiado por um mergulho simbólico no elemento terra e por uma conexão profunda com Belém do Pará. A obra marca um momento decisivo em sua trajetória autoral, consolidando uma identidade artística que transita entre a MPB contemporânea e referencias tropicais e sensoriais.
“Este álbum exigiu de mim presença. Estar aqui. Estar com os pés no chão — literalmente e simbolicamente”, afirma a artista, que vê o projeto como a realização de um sonho de vida. “É por isso que o disco se chama ‘Aqui’. Por muito tempo eu não achei que conseguiria ter um disco… Chegar aqui é um projeto de vida concretizado”.
O álbum aprofunda caminhos iniciados no EP “Marela” (2022), agora ampliados em conceitos ligados à feminilidade, seja conectada à natureza, seja ao cotidiano. Temas como ciclicidade, poder, vulnerabilidade e autoconhecimento estruturam o trabalho, dividido em três eixos: a relação com o todo, com o outro e com o espelho, representados por uma espiral que simboliza o movimento da terra e dos próprios ciclos humanos.
Com sonoridade orgânica e acolhedora, “Aqui” transita pela MPB contemporânea, mas também dialoga com o surf music, o reggae, o indie pop, o bolero e referências ligadas à música espiritual e à new age. A ordem das faixas foi pensada como uma jornada ao longo do dia, do frescor do amanhecer à introspecção da madrugada. “A ideia é criar um passeio sonoro, como se houvesse uma música para cada hora do dia”, comenta.
Das 12 faixas que compõem o álbum, sendo seis já lançadas, a faixa-foco é “Mar e Ela”, que abre o disco e funciona como um manifesto artístico. Escrita após um mergulho no mar, a canção nasceu como um poema urgente. “Saí correndo da água para escrever no celular”, relembra. A música aborda a conexão simbiótica entre a mulher e o mar e rapidamente se tornou uma das preferidas do público feminino. “Acredito que é uma música muito especial, tem status de hit, é atemporal”, destaca.
Boa parte da força sensorial do álbum vem da relação direta da artista com Belém do Pará, onde parte essencial do projeto foi produzida ao lado do produtor Marcel Barretto. Em uma casa no centro da cidade, Marela finalizou o trabalho durante a ação de uma superlua da colheita, momento que, segundo ela, intensificou a energia criativa do processo.
Para a artista, “Aqui” funciona como um convite e também como uma reintrodução ao público. “Eu entendo a minha voz e o meu lugar no mundo, então consigo defender este disco com coragem, autenticidade e amor”, afirma. Após um ano dedicado à produção e ao amadurecimento pessoal, Marela projeta circular com o novo trabalho em 2026. “Este álbum é a minha apresentação. Cheguei. Esta sou eu. Estou aqui”, conclui.
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