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Confira as primeiras imagens da versão de Guillermo Del Toro para “Frankenstein”

Guillermo Del Toro nunca escondeu que “Frankenstein” era seu grande sonho cinematográfico. Não como uma simples adaptação, mas como uma chance de devolver à criatura sua dignidade, sua tragédia e sua poesia. Agora, o projeto ganha vida. Confirmado nos prestigiados festivais de Veneza e Toronto, o filme acaba de revelar suas primeiras imagens, e com elas, o tom de uma obra que promete ser tão visualmente arrebatadora quanto emocionalmente dilacerante.

Guillermo Del Toro traz sua visão para “Frankenstein”

Na pele da criatura, Jacob Elordi surge irreconhecível. As novas fotos não revelam o visual completo do monstro, mas os detalhes falam alto: pele esverdeada, cicatrizes cruas, olheiras fundas e um olhar perdido. É como se a própria maquiagem já denunciasse a dor de existir, esse fardo que a criação carrega desde sua origem literária. Elordi, que substituiu Andrew Garfield no papel, assume agora um dos personagens mais trágicos da história da ficção com um peso que extrapola o físico.

O elenco ainda reúne Oscar Isaac como o doutor Frankenstein e Mia Goth, possivelmente como a Noiva. A composição do trio diz muito sobre a intenção de Del Toro. Não se trata de um conto de horror genérico. Trata-se de um estudo sobre solidão, rejeição, identidade e abandono, com um elenco construído para performar dor, desejo e desespero com intensidade crua. Mia Goth, aliás, pode ser a peça que completa o abismo. Com a força inquietante que já demonstrou em “Pearl”, sua presença sugere que a versão de Del Toro quer muito mais do que adaptar Shelley: quer reescrevê-la com visceralidade e alma.

Del Toro não é estranho a esse tipo de missão. Sua parceria com a Netflix rendeu o premiado “Pinóquio”, e logo em seguida ele promete adaptar “O Gigante Enterrado”, de Kazuo Ishiguro. Mas é em “Frankenstein” que seu fascínio por criaturas marginalizadas atinge o ápice. A criatura de Shelley nunca foi um vilão. Foi um reflexo. Um espelho das falhas humanas, dos monstros reais. E Del Toro entende isso como poucos. Seu cinema é todo construído sobre a beleza do que o mundo rejeita.

O lançamento oficial será em novembro na Netflix, com exibição limitada nos cinemas dos Estados Unidos para garantir elegibilidade ao Oscar. Mas mais do que um prêmio, o que está em jogo aqui é a chance de presenciar um diretor em estado puro, abraçando uma história que o moldou como artista e que agora ele molda com o seu olhar.

A expectativa não gira apenas em torno da estética ou da escala do projeto. Gira em torno do que só Guillermo Del Toro consegue fazer: transformar horror em afeto, e monstros em espelhos.

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