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“Heated Rivalry”: tudo sobre a série que virou fenômeno internacional

A chegada de Heated Rivalry ao catálogo internacional movimentou o universo das séries esportivas com a força de uma história que combina rivalidade, tensão emocional e um romance que altera o curso de duas carreiras em ascensão. A produção canadense, criada, escrita e dirigida por Jacob Tierney, adapta a série literária Game Changers, de Rachel Reid, e consolida um novo capítulo para narrativas LGBTQIA+ dentro do esporte profissional, sem abrir mão de intensidade, construção dramática e autenticidade.

“Heated Rivalry”: tudo sobre a série que virou fenômeno internacional

A trama coloca em foco Shane Hollander e Ilya Rozanov, interpretados por Hudson Williams e Connor Storrie, dois jovens jogadores de hóquei cuja relação começa na frieza da competição e avança para uma dinâmica complexa, marcada por encontros secretos, evolução individual e dilemas que atravessam anos de carreira. O contraste entre a disciplina ferrenha do esporte e a paixão que cresce entre eles sustenta um roteiro que explora o peso da masculinidade dentro da liga, a pressão por resultados e o medo constante de exposição.

O seriado estreou no Crave, no Canadá, com a estratégia de lançar dois episódios simultâneos no dia 28 de novembro de 2025. A cada semana, novos capítulos ampliam a cronologia apresentada nos livros de Rachel Reid. A produção já chegou também à HBO Max nos Estados Unidos e Austrália, além da Sky na Nova Zelândia e Movistar Plus+ na Espanha. A exibição para o Brasil ainda segue sem previsão, já que a plataforma não confirma a distribuição internacional completa.

A narrativa evolui em saltos temporais que acompanham desde os primeiros encontros entre Shane e Ilya até a consolidação de suas jornadas profissionais. O primeiro episódio estabelece o tom da série ao retratar a fricção inicial entre os atletas, o início de uma atração inesperada e os bastidores da liga, onde a performance importa tanto quanto a imagem pública. O segundo capítulo aprofunda o impacto dos Jogos Olímpicos, o peso emocional carregado por Ilya dentro do ambiente conservador russo e a forma como as mensagens trocadas entre os dois moldam uma intimidade privada que contrasta com a hostilidade externa.

A força da série está na maneira como o roteiro equilibra competição, romance e vulnerabilidade, sem transformar o hóquei em mero cenário. As cenas de jogo são tratadas como parte do desenvolvimento dos personagens, reforçando tensões, conflitos internos e a evolução da relação entre eles. Críticos internacionais destacam a química entre os protagonistas e a capacidade da série de apresentar o esporte sem afastar quem não é familiarizado com a modalidade.

A produção contou com rodagem em Toronto e Montreal, com Hudson Williams e Connor Storrie liderando um elenco que inclui François Arnaud, Robbie G. K., Sophie Nélisse, Christina Chang, Dylan Walsh e Ksenia Daniela Kharlamova. A equipe valoriza o olhar de Jacob Tierney, que também atua como produtor executivo ao lado de Brendan Brady, e mantém Rachel Reid como consultora criativa para garantir fidelidade emocional aos livros.

Heated Rivalry” já acumula números positivos entre a crítica, incluindo 88% de aprovação no Rotten Tomatoes e avaliações favoráveis no Metacritic. Boa parte desse desempenho vem do tratamento cuidadoso dado à construção do casal central, que se desenvolve lentamente, com camadas, falhas e impulsos que carregam o peso dos ambientes competitivos que os cercam.

No Brasil, a série virou assunto principalmente nas redes sociais, impulsionada por fãs da obra literária e pelo impacto das cenas divulgadas nos perfis internacionais. A pergunta sobre a estreia em território nacional segue aberta, e até o momento não há confirmação de quando a HBO Max irá liberar a produção no país.

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