O Framboesa de Ouro, premiação conhecida por ironizar os piores resultados da indústria cinematográfica, voltou ao centro das atenções nesta semana após a circulação de listas preliminares da edição de 2026. Entre os nomes citados, aparece o de Isis Valverde, que teria sido lembrada por sua estreia em Hollywood no filme “Código Alarum”.
A possível indicação marca um momento curioso na trajetória internacional da atriz brasileira, que participou do longa de ação estrelado por Sylvester Stallone. Segundo informações divulgadas pela imprensa estrangeira, Isis surge na categoria de pior atriz coadjuvante, resultado que rapidamente repercutiu no Brasil.
Criado em 1980, o Framboesa de Ouro funciona como um contraponto direto ao Oscar. A proposta da premiação consiste em destacar atuações, roteiros e produções que decepcionaram crítica e público, sempre com tom satírico. A cerimônia ocorre tradicionalmente na véspera do Oscar, reforçando o caráter provocativo do evento. A lista de indicados também costuma sair um dia antes da do Oscar. Nesse caso, somente dia 21 de janeiro será confirmado de Isis concorre ou não ao prêmio.
Diferente da Academia, o processo de votação do Framboesa é conduzido pela Golden Raspberry Award Foundation, entidade que reúne profissionais da indústria, jornalistas e cinéfilos cadastrados. O sistema aberto costuma resultar em indicações inesperadas, muitas vezes direcionadas a filmes de grande orçamento ou alto apelo comercial.
No caso de “Código Alarum”, a lembrança no Framboesa não se limita ao elenco. Produções que lideram expectativas e entregam resultados aquém do esperado costumam ganhar destaque na lista. Isis divide a possível indicação com nomes de peso, como Gal Gadot, citada pelo papel da Rainha Má no live-action de “Branca de Neve”, um dos títulos mais mencionados nesta temporada.
Apesar do estigma, a presença no Framboesa de Ouro frequentemente representa visibilidade internacional, especialmente para artistas em início de trajetória fora de seus países de origem. Ao longo dos anos, atores consagrados já passaram pela premiação sem prejuízo à carreira.
Casos emblemáticos incluem Sandra Bullock, premiada por “Maluca Paixão” e vencedora do Oscar no ano seguinte por “Um Sonho Possível”, além de Halle Berry, que recebeu a estatueta por “Mulher-Gato” em uma das aparições mais comentadas da história do evento.
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