Jovem Dionísio: uma boy band de boteco

“Acorda, Pedrinho”, o primeiro álbum da Jovem Dionísio, chega num momento que a banda de Curitiba já está consolidada como um dos maiores expoentes da nova cena. Bastou um EP, alguns singles e feats com artistas da sua geração, para fazer a JD ser escutada aos quatro cantos do país com shows lotados, sempre com um coro fiel de milhares de fãs cantando junto todas as músicas. Uma experiência que lembra uma boy band tradicional, mas os caras trazem um lance a mais. Há ali um pouco de Beastie Boys, de N’Synk e de Titãs, tudo contado com brasilidade e com um sentimento muito genuíno de amizade entre os componentes.

São cinco amigos de infância, cada um com personalidade e visual próprios, que cativam tanto individualmente quanto coletivamente. A JD nasceu num boteco de esquina, o Bar Dionísio e em um curto espaço de tempo conquistou uma legião de fãs fervorosos, inclusive com tatuagens do grupo. A simplicidade dos meninos, as canções chicletes e sensíveis devem ser os grandes causadores de tamanha identificação.

E assim como na construção feita pela banda até aqui, o álbum completo de estreia traz hits certeiros, um trabalho audiovisual impecável e um jeito especial de fazer música pop no Brasil. É tudo muito peculiar, inteligente e simples. Um grupo que cada componente mostra suas características individuais e que se completa num som que arrepia, mexe o corpo e apaixona. 

Produzido por Lucas Suckow, Gustavo Schirmer e Jovem Dionísio, “Acorda, Pedrinho” chega no próximo dia 24, através da Believe para consolidar de vez a banda curitibana na cena musical brasileira. São treze faixas ritmicamente diversificada que prezam pelo bom gosto com histórias íntimas que arrebatam muitos corações. 

“Antes de começar a fazer o disco, rolava comigo uma apreensão se ia dar certo.  Logo que a gente começou a fazer, esse sentimento ja foi mudando. O que mais nos orgulha é notar que depois de pronto, todo mundo da banda ficou escutando sem parar, super emocionados e felizes com as músicas que a gente fez”, revela Karam, baixista da JD.  

Outro motivo de orgulho é o trabalho visual pensado minuciosamente desde os primeiros lançamentos. Aliás, a faixa-título do projeto ganhou um videoclipe hollywoodiano produzido pela Asteroide com direção do vocalista Ber Pasquali e de Guilherme Biglia. “No final o principal objetivo é reforçar a amizade que esses cinco caras vivem e transmitem no álbum. E assim é o clipe ACORDA PEDRINHO: Uma partida de sinuca de 50 anos, em que rolam brigas, intrigas, confusão, mas pouco importa o resultado final, quem ganhou ou perdeu, e sim a amizade por trás disso tudo”,  resume Fonseca, diretor criativo da JD.

Talvez a busca de apresentar as (tão diferentes) particularidades de cada músico da JD , tenha ampliado tanto o alcance do som da banda. “Todos possuem gostos musicais diferentes o que faz com que na banda circulem praticamente músicas de todos os estilos. Neste álbum, por exemplo, usamos referências que passam por Still Woozy, Sweater Weather , C. Tangana e pelo Funk Brasil dos anos 2000”, conta Ber Hey, tecladista.

Toda essa mistura faz da Jovem Dionísio uma banda pop das mais interessantes no mercado. Isso é comprovado nos palcos com performances que unem música bem executada, dança, irreverência e o charme singular dos caras. “Sim. A gente é pop. Tem uns outros termos ai rolando que não são tão maneiros, então a gente fica com esse”, responde o vocalista Ber Pasquali, mostrando que os rótulos não são lá de grande importância para essa turma.

Eles querem é fazer um som leve e verdadeiro, sem muitas regras ou amarras. Querem curtir juntos a vida adulta e profissional com o mesmo espírito  que começaram os encontros no Bar do Dionísio. “Penso que a curto prazo o nosso som irá nos levar para festivais e casas de show maneiras no Brasil e no mundo. Mostrando a nossa ideia na mídia e, quem sabe, um bate-bola com o Ronaldo e uma sincera amizade com o Zeca Pagodinho (o que mais queremos). Mas a longo prazo, no fim das contas, sabemos que o nosso som irá nos levar sempre ao bom e velho bar onde tudo começou”, acredita o batera Mendão.

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