Kim Petras voltou a falar sobre as consequências de seu processo de independência na indústria musical. A cantora afirmou que não possui mais os direitos de suas músicas antigas e disse que espera conseguir comprar seu catálogo de volta no futuro, após um período marcado por disputas relacionadas ao controle de sua carreira.

Em uma publicação direcionada aos fãs, Kim explicou que passou aproximadamente um ano trabalhando para conquistar sua liberdade profissional e que o processo teve consequências financeiras significativas. A artista também contou que chegou a vender pertences pessoais de grife durante esse período.
“Eu não sou mais dona das minhas músicas antigas. Perdi um ano da minha vida para conseguir minha liberdade, vendi minhas coisas de grife, mas preferiria morrer a não viver pela arte e fazer com que vocês finalmente conheçam quem eu realmente sou”, escreveu.
Kim também afirmou que ainda existe um longo caminho até recuperar maior controle sobre sua própria trajetória e citou diretamente o desejo de voltar a possuir as músicas lançadas anteriormente.
“Ainda falta um longo caminho até eu voltar a ter controle sobre a minha própria história, e tudo o que eu quero é poder contá-la de forma verdadeira um dia e, com sorte, comprar minhas músicas de volta”, completou.
A declaração acrescenta um novo capítulo à disputa contratual que marcou os últimos anos da carreira da cantora. Kim Petras manteve contrato com a Republic Records, gravadora pela qual lançou projetos como “Feed the Beast” e “Problématique”, antes de iniciar publicamente um movimento para deixar a companhia.
A relação entre a artista e a gravadora entrou em conflito durante o desenvolvimento de “Detour”. Kim afirmou anteriormente que o álbum estava finalizado, mas permanecia sem uma data de lançamento, situação que passou a criticar publicamente.
Naquele período, a cantora também fez acusações relacionadas à condução do projeto e ao pagamento de colaboradores envolvidos na produção. Em suas manifestações nas redes sociais, Kim reclamou da falta de autonomia sobre os próximos passos de sua carreira e pediu publicamente a liberação de seu contrato.
O pedido ganhou repercussão entre outros nomes da música. Kesha esteve entre as artistas que demonstraram apoio público a Kim durante o impasse, enquanto a cantora alemã continuava pressionando pela possibilidade de seguir sua carreira fora da estrutura da antiga gravadora.
Após o encerramento da relação contratual, Kim passou a conduzir seus novos trabalhos de maneira independente. O processo, segundo a própria artista, exigiu investimentos pessoais e mudanças na forma como passou a financiar e administrar sua produção musical.
A cantora agora afirma que essa independência também veio acompanhada da perda de direitos sobre trabalhos anteriores. Kim não detalhou em sua declaração quais direitos específicos relacionados ao catálogo deixaram de pertencer a ela, por isso não é possível determinar apenas a partir da publicação se a situação envolve masters, direitos de publicação, participações específicas ou outra estrutura contratual.
A nova etapa permitiu que Kim desse continuidade a “Detour” fora da antiga estrutura de gravadora. O álbum passou a representar um dos primeiros grandes projetos de sua fase independente, com a cantora assumindo maior controle sobre decisões criativas e sobre a condução de seus lançamentos.
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