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Léo da Bodega e Maneva celebram o reggae de Olinda com a inédita “Beija-Flor”

Em “Beija-Flor”, Léo da Bodega mergulha no reggae pela primeira vez. Ao lado do grupo Maneva, um dos nomes mais populares do gênero no Brasil, o artista pernambucano dá novo fôlego à sonoridade que marcou a sua infância em Olinda e que agora ressurge sob uma perspectiva contemporânea, sensível e conectada com as ruas.

Léo da Bodega e Maneva celebram o reggae de Olinda com a inédita “Beija-Flor”

A canção estreia como parte da versão deluxe do disco “Botija Deluxo”, projeto que funciona como um manifesto afetivo sobre pertencimento, memória cultural e reinvenção sonora. Com produção assinada por DMAX, parceiro de Léo em faixas como “Odara”, o single apresenta uma estética limpa, moderna e emocional, sem abrir mão da tradição e da autenticidade que o reggae exige.

Inspirado na imagem do beija-flor em meio à flora, o lirismo da faixa desenha relações humanas, paixões e afetos com uma delicadeza que se apoia na força da metáfora. A melodia, solar e envolvente, reforça o caráter contemplativo da composição e abre espaço para um diálogo simbólico entre o urbano e o ancestral.

“É uma música muito importante pra mim, não só por ser meu primeiro projeto nesse estilo, mas por realizar isso com uma banda que sempre admirei. É um momento forte pra mim e, acredito, pro movimento cultural da cidade também”, diz Léo.

O videoclipe, gravado em Olinda e com previsão de lançamento nos próximos dias, foi concebido e roteirizado pelo próprio artista. A direção de fotografia ficou a cargo de UHGO, nome ligado a projetos de moda e audiovisual no estado. A produção retrata o encontro criativo entre Léo e Talles, vocalista do Maneva, em um estúdio transformado em festa que culmina em uma apresentação ao vivo na Toka da Sé, espaço cravado na Mata Atlântica do Sítio Histórico. A locação não é por acaso: reforça a ideia de raízes, de cultura viva e de pertencimento, pilares da identidade de Léo da Bodega.

“Conheci Talles através de um amigo em comum. Quando ele descobriu que eu era de Olinda, mencionou a Bodega de Véio que ironicamente é o nome da minha marca. Demos muita risada e dali surgiu a amizade e o convite. Hoje temos uma canção linda, fruto dessa conexão improvável e potente”, conta ele.

“Botija Deluxo” é uma carta de amor a Olinda, mas também um ato de resistência cultural em forma de disco. A versão expandida do álbum original amplia esse conceito, sem perder o tom popular e sofisticado que marca a obra. Léo revisita ritmos como coco, rap, reggae e maracatu, em uma costura que valoriza a arte de rua, o artesanato, a oralidade e a herança afroindígena com personalidade própria.

A conexão com o Maneva simboliza esse desejo de trânsito entre universos. Mais do que uma colaboração musical, é um gesto de escuta mútua entre artistas de regiões diferentes, mas que compartilham a mesma urgência de expressão.

Léo da Bodega sobe ao palco do Sesc 24 de Maio, em São Paulo, no dia 1º de agosto, com um novo repertório. A proposta é clara: transportar o público para dentro da Olinda que pulsa, que canta, que cheira a dendê e terra molhada. “Esse projeto é um convite pra sentir o cheiro da terra molhada, do dendê, do som dos passarinhos e da batida do tambor, tudo ao mesmo tempo. É a cara de Olinda”, conclui.

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