O mercado fonográfico brasileiro registrou crescimento de 14,1% em 2025, alcançando um faturamento de R$ 3,958 bilhões, segundo relatório anual da Pro-Música Brasil. Com o desempenho, o país subiu para a 8ª posição no ranking global dos maiores mercados de música gravada, divulgado pela IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica).

O avanço reforça a trajetória consistente de expansão do setor nos últimos anos. Em 2024, o Brasil ocupava a 9ª posição e, anteriormente, a 10ª, evidenciando o crescimento contínuo da indústria no país.
Streaming lidera receitas do setor
O streaming segue como principal motor do mercado, representando 87% das receitas totais. Em 2025, o segmento gerou R$ 3,4 bilhões, com alta de 13,2% em relação ao ano anterior.
Além do digital, o relatório aponta crescimento na arrecadação de direitos conexos de execução pública para artistas, produtores e músicos. Já o mercado físico, apesar de representar menos de 1% do total, registrou alta de 25,6%, impulsionado principalmente pela venda de vinis.
Crescimento acima da média global
Enquanto o mercado fonográfico global cresceu 6,4%, o Brasil avançou mais que o dobro, acompanhando o ritmo da América Latina, região com maior expansão percentual no mundo.
“O Brasil subiu uma posição no ranking global e hoje ocupa o 8º lugar entre os maiores mercados de música gravada do mundo”, destaca Paulo Rosa, presidente da Pro-Música Brasil.
IA e fraudes em streaming preocupam o setor
O relatório também destaca desafios importantes para a indústria, especialmente relacionados ao uso de inteligência artificial e às fraudes em plataformas digitais.
A utilização não autorizada de músicas para treinamento de sistemas de IA generativa é apontada como uma ameaça ao modelo de remuneração dos criadores. Além disso, práticas como manipulação de streams por bots seguem sendo combatidas.
Nos últimos anos, mais de 130 sites envolvidos em fraudes foram derrubados, sendo 60 apenas em 2025, além do bloqueio judicial de uma das principais plataformas internacionais de manipulação de engajamento. Segundo a entidade, o avanço tecnológico precisa ocorrer com regras claras, garantindo proteção aos direitos autorais e sustentabilidade do mercado musical.
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