A nova fase de “Anaconda” surge em um momento em que Hollywood tenta revisitar seus sucessos com frescor, inteligência e um olhar mais consciente sobre o próprio absurdo. O reboot que chega aos cinemas em 25 de dezembro de 2025 abraça essa missão com a tranquilidade de quem entende exatamente o papel que ocupa no imaginário pop: um clássico do terror trash que marcou gerações, reimaginado agora por Tom Gormican dentro de uma chave cômica que recorre à metalinguagem, à autoparódia e ao caos calculado. A proposta segue ousada, mas é justamente essa ousadia que faz “Anaconda” surgir como um dos lançamentos mais curiosos do fim do ano.

O filme reúne Paul Rudd, Jack Black, Steve Zahn, Thandiwe Newton, Daniela Melchior e Selton Mello em um projeto que transforma a selva amazônica em laboratório de loucura criativa. A premissa abraça o espírito de uma indústria que revisita seu próprio passado com humor ácido: dois amigos atravessam uma crise de meia-idade e decidem recriar o “Anaconda” original de 1997. Eles viajam até a Amazônia para tentar filmar essa homenagem pessoal, só que a ficção encontra a realidade quando uma anaconda gigantesca surge e transforma o set improvisado em um pesadelo real. O longa brinca com o impulso humano de reviver glórias juvenis enquanto lembra que certos ícones cinematográficos pertencem ao caos e à imprevisibilidade.
Selton Mello entra justamente nesse encontro entre delírio e ameaça. O ator brasileiro interpreta Santiago Braga, um especialista em serpentes que ajuda os personagens de Paul Rudd e Jack Black a manter algum tipo de lógica dentro da selva. É uma participação que coloca um dos nomes mais respeitados do cinema nacional dentro de um produto hollywoodiano que não tem medo de rir da própria ambição. A presença dele reforça a construção de um filme que deseja abraçar referências culturais distintas sem perder o foco na diversão. É o tipo de escalação que eleva o projeto, ampliando sua ponte com o público brasileiro e oferecendo um papel que pode funcionar como válvula narrativa entre humor, tensão e credibilidade científica.
As origens desse reboot remontam a 2020, quando a Columbia Pictures começou a desenvolver uma nova versão do longa original. O caminho só tomou forma definitiva em 2023, quando Tom Gormican assumiu a direção e trouxe Kevin Etten para dividir o roteiro. Mesmo antes das câmeras ligarem, já se entendia que o objetivo passava longe de repetir o filme de 1997. A ideia sempre foi construir uma paródia sobre a própria tentativa de reviver a franquia, rindo das limitações técnicas daquela época e das expectativas infladas que sempre cercaram criaturas digitais gigantes.
O elenco ganhou força ao longo de 2024, quando Jack Black e Paul Rudd se juntaram ao projeto e deram o tom definitivo do humor que Gormican queria imprimir. Daniela Melchior foi anunciada pouco depois, reforçando o olhar contemporâneo para um universo que antes existia quase exclusivamente dentro do modelo hollywoodiano de aventura. As filmagens, que aconteceram na Austrália, passaram por um cronograma acelerado entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, concluindo um bloco intenso que uniu comédia física, sequências de ação e um trabalho de efeitos visuais criado para rir de si mesmo sem abrir mão da qualidade técnica.
O marketing começou a ganhar forma em setembro de 2025, quando a revista People divulgou as primeiras imagens e confirmou que o filme não economizaria na mistura de humor, ação e terror. O trailer lançado logo depois pela Sony Pictures reforçou a estética de caos organizado que lembra obras como “Tropic Thunder”, uma comparação que se tornou recorrente entre fãs e veículos especializados. A recepção inicial abraçou a proposta com surpresa e curiosidade, especialmente pela maneira como o filme explora o próprio gênero e brinca com a herança do original.
“Anaconda” estreia nos Estados Unidos e no Brasil no dia 25 de dezembro de 2025.
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