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“Pânico 7” traz Sidney Prescott de volta e aposta no passado para reinventar a franquia

O filme “Pânico 7” estreia nos cinemas brasileiros no dia 26 de fevereiro e chega com uma missão clara: recolocar Sidney Prescott no centro do massacre e lembrar ao público por que essa franquia virou referência no terror moderno. Depois de um sexto filme que caminhou sem ela, Neve Campbell retorna como Sidney em uma trama que resolve atingir onde dói mais. O novo Ghostface não quer fama, vingança genérica ou discurso meta sobre cinema. Ele quer a filha dela. Simples, direto e cruel.

“Pânico 7” traz Sidney Prescott de volta e aposta no passado para reinventar a franquia

A direção agora está nas mãos de Kevin Williamson, criador do roteiro do clássico Pânico. E essa informação pesa. Williamson conhece o DNA da franquia como ninguém. Ele ajudou a transformar um slasher comum em comentário ácido sobre o próprio gênero. Agora assume o comando justamente no momento em que a saga precisava reencontrar identidade.

O enredo coloca Sidney vivendo longe do caos, em Pine Grove, Indiana. Vida tranquila, família estruturada, passado aparentemente enterrado. Até que Ghostface resolve testar a teoria de que trauma nunca morre, só espera. A perseguição à jovem Tatum, interpretada por Isabel May, transforma o conflito em algo mais íntimo do que qualquer capítulo recente.

O elenco mistura nostalgia e provocação. Courteney Cox retorna como Gale Weathers. David Arquette reaparece como Dewey Riley, mesmo após o destino aparentemente fechado no filme de 2022. E quando Matthew Lillard e Scott Foley entram no projeto, o alerta liga automaticamente. Dois atores que já foram assassinos na franquia agora estão de volta. Coincidência nunca foi uma palavra forte dentro de “Pânico”.

Nos bastidores, o filme quase virou outra coisa. Após a saída dos diretores do quinto e sexto longas e a demissão de Melissa Barrera, seguida pela saída de Jenna Ortega, o projeto passou por uma reformulação completa. A volta de Campbell foi mais do que escalação. Foi movimento estratégico para estabilizar a marca.

As filmagens aconteceram em Atlanta entre janeiro e março de 2025, sob o título provisório “Scar Tissue”. E se o nome já sugeria cicatrizes, o resultado promete exatamente isso: revisitar feridas antigas e abrir novas.

Na trilha, Marco Beltrami retorna depois de ter moldado os primeiros capítulos. O tema “Sidney’s Lament” reaparece, mas também ganha variações como “Mrs. Evans Lament”. A música sempre foi parte essencial da tensão em “Pânico”. Aqui, ela reforça o clima de ameaça constante.

“Pânico” nunca foi só sobre assassinatos. Sempre foi sobre regras, clichês e sobre quem entende melhor o funcionamento do terror. A diferença agora é que o roteiro parece menos interessado em ironizar o gênero e mais focado em provocar impacto direto. O alvo é emocional e físico.

Ghostface continua com a voz de Roger L. Jackson. A máscara continua a mesma. O jogo continua imprevisível. A pergunta clássica permanece: quem está por trás?

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