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“Para Sempre Minha”, do diretor de “Longlegs” e “O Macaco”, ganha data de estreia no Brasil

Existe um tipo de terror que não depende de sustos fáceis ou criaturas sobrenaturais. O que assusta de verdade é o que mora dentro do outro. O que acontece quando a pessoa que você ama se torna alguém que você não reconhece mais. É com essa premissa simples e brutal que “Para Sempre Minha” promete deixar o espectador desconfortável.

“Para Sempre Minha” ganha data de estreia no Brasil

O novo filme de Osgood Perkins, diretor de “Longlegs” e “O Macaco”, estreia no Brasil em 13 de novembro, pelas mãos da Diamond Films. O título original é “Keeper”, e apesar do enredo sugerir um típico terror de isolamento, o foco aqui é psicológico, humano e íntimo. E é exatamente por isso que ele merece atenção.

Na trama, Liz e Malcolm viajam para uma cabana remota em busca de um fim de semana romântico. Mas quando ele sai inesperadamente e a deixa sozinha no local, o que começa como silêncio vira ameaça. Sozinha, cercada por um ambiente que esconde mais do que revela, Liz se depara com uma presença sombria que força a verdade a emergir. Não só sobre o lugar, mas sobre quem ela escolheu amar.

Segundo Osgood Perkins, o filme é uma reflexão sobre o desejo de voltar no tempo, para antes do momento em que conhecemos alguém. Uma ideia potente, que transforma o relacionamento em zona de tensão narrativa. A pergunta que paira sobre o longa é: o quanto realmente conhecemos quem dorme do nosso lado?

O roteiro é de Nick Lepard, escrito durante a greve dos roteiristas e atores que paralisou Hollywood há dois anos. Na época, Perkins decidiu seguir com o projeto e contratou um roteirista fora do sindicato para desenvolver a história. O filme foi rodado em apenas três semanas, com um orçamento de 8 milhões de dólares, o que dá ainda mais valor à sua proposta: fazer muito com pouco, apostando na tensão e na ambientação como fio condutor da narrativa.

“Para Sempre Minha” não promete grandiosidade nem efeitos espetaculares. O que ele oferece é um horror contido, maduro e centrado na ideia de que o verdadeiro medo não precisa de monstros. Basta estar sozinho com alguém que já não parece o mesmo.

Se “Longlegs” era uma experiência de desconforto constante, “Para Sempre Minha” parece caminhar por uma estrada semelhante, mas com outro tipo de peso: o da intimidade rompida, da confiança violada, do amor que vira ameaça.

E às vezes, isso é mais assustador do que qualquer entidade invisível.

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