O mercado do entretenimento vive uma nova reviravolta. Após meses de negociações e disputas bilionárias, a Paramount Skydance passou a liderar o processo de aquisição da Warner Bros. Discovery, depois que a Netflix confirmou oficialmente que decidiu não igualar a proposta rival. Em comunicado público, a plataforma explicou que avaliou o negócio como financeiramente interessante em etapas anteriores, porém o valor necessário para acompanhar a nova oferta apresentada pela Paramount deixou a operação fora de seus parâmetros estratégicos.

Segundo a empresa, o acordo seria positivo para acionistas e teria caminho regulatório viável, mas o investimento deixou de ser considerado atrativo dentro da política financeira da companhia. A Netflix também reforçou que segue em expansão orgânica e planeja investir cerca de US$ 20 bilhões em filmes e séries ao longo do ano.
A proposta mais recente da Paramount Skydance prevê US$ 31 por ação, além de um adicional trimestral de US$ 0,25 por ação a partir de setembro de 2026. O pacote inclui ainda uma taxa de rescisão regulatória de US$ 7 bilhões, caso o negócio seja barrado por autoridades, além do pagamento da multa de US$ 2,8 bilhões relacionada ao encerramento do acordo anterior envolvendo a Netflix.
Embora a compra ainda aguarde oficialização formal, fontes do setor indicam que o anúncio definitivo da venda da Warner para a Paramount é considerado questão de tempo.
Caso a aquisição seja concluída, a futura empresa resultante reunirá alguns dos ativos mais valiosos da indústria audiovisual global. Entre canais e marcas que passariam a integrar o mesmo conglomerado estão:
HBO/HBO Max, CNN, TNT, CBS, MTV, Showtime, Adult Swim, Cartoon Network, Nickelodeon, Comedy Central e Paramount+.
O catálogo combinado também incluiria franquias cinematográficas e televisivas de enorme peso cultural e comercial, como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, “O Senhor dos Anéis”, “Star Trek”, “Transformers”, “Missão Impossível”, “Mortal Kombat”, “Duna”, “Looney Tunes”, “Tom & Jerry”, “Invocação do Mal”, “Um Lugar Silencioso”, além das propriedades da DC Comics.
Disputa intensa nos bastidores
Durante o processo de negociação, a Paramount Skydance chegou a questionar a condução da venda, alegando favorecimento à Netflix e defendendo a criação de um comitê independente para avaliar as propostas. O debate também ganhou dimensão política nos Estados Unidos, com preocupações públicas sobre concentração de mercado no setor de mídia e entretenimento.
Como parte da estratégia regulatória, a Paramount Skydance reforçou recentemente sua equipe jurídica ao contratar Rene Augustine, ex-integrante da Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e ex-advogada da Casa Branca, movimento interpretado como preparação para eventuais análises antitruste.
Investidores internacionais entram no jogo
Relatórios do mercado indicam que fundos soberanos do Oriente Médio, incluindo investimentos ligados à Arábia Saudita, Qatar e Abu Dhabi, participam do financiamento da proposta liderada pela família Ellison, controladora da Paramount Skydance, com apoio de grupos como RedBird Capital e Apollo Global Management.
Segundo fontes ligadas ao processo, o nível de participação estrangeira permaneceria dentro dos limites aceitáveis para aprovação pelo Comitê de Investimento Estrangeiro dos Estados Unidos (CFIUS).
O que muda para a indústria
A possível fusão representa uma das maiores reorganizações da história recente do entretenimento, reunindo estúdios, canais de TV, streaming e franquias globais sob um único comando corporativo.
Enquanto a Paramount avança nas negociações, a Netflix reforça que continuará focada em crescimento próprio, produção original e expansão internacional, mantendo distância de grandes aquisições neste momento.
A oficialização do acordo ainda depende de etapas regulatórias e aprovação final dos acionistas.
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