A jornada de Eleven, Mike, Will, Dustin, Lucas e companhia chegou oficialmente ao fim. O último episódio de “Stranger Things” foi lançado em 31 de dezembro, encerrando uma das histórias mais marcantes da Netflix e colocando ponto final em uma saga que atravessou gerações, teorias e fenômenos culturais. O desfecho da série trouxe consequências reais, despedidas definitivas e um final que mistura fechamento emocional com espaços abertos para interpretação.

Desde as primeiras temporadas, “Stranger Things” construiu uma narrativa marcada por perdas significativas. Personagens como Bob, Alexei e Eddie já haviam elevado o grau de risco da trama, preparando o terreno para um encerramento mais duro. Na temporada final, a série assume esse peso e conduz o grupo a um confronto definitivo contra forças que atravessaram toda a sua mitologia.
Entre as mortes confirmadas no episódio final está Kali, também conhecida como Oito. Durante uma operação militar no Mundo Invertido, ela e Hopper se recusam a entregar o paradeiro de Eleven. No caos da ação, após a queda de um helicóptero, um disparo atinge Kali, que morre nos braços da irmã, encerrando sua trajetória de forma trágica e simbólica.
O destino de Henry Creel, o Vecna, também é selado no confronto final. Após uma batalha intensa que envolve Eleven, Will e o restante do grupo, o vilão acaba preso ao núcleo do Devorador de Mentes. Quando ainda demonstra sinais de vida, Joyce intervém e encerra definitivamente a ameaça, colocando fim ao ciclo de terror iniciado décadas antes em Hawkins.
Já o destino de Eleven se torna o grande ponto de debate do final. Após a fuga do grupo, ela permanece dentro do portal que conecta os mundos no momento da explosão que provoca o colapso da dimensão alternativa. A série sugere sua morte, mas evita qualquer confirmação visual. Em um salto temporal, Hawkins surge reconstruída, enquanto a ausência da protagonista pesa sobre todos. Ainda assim, a narrativa deixa espaço para dúvida, alimentada pela teoria de que tudo pode ter sido uma ilusão criada por Kali para protegê-la.
Enquanto isso, a maior parte dos personagens centrais sobrevive. Max desperta do coma e retorna ao convívio dos amigos, Will utiliza sua conexão residual com a mente coletiva para ajudar na batalha final, e Nancy e Jonathan encerram o relacionamento de forma madura, reconhecendo que o vínculo construído foi moldado pelo trauma. Até personagens secundários, como Ted Wheeler, atravessam os ataques iniciais da temporada e seguem vivos.
Com todas as temporadas disponíveis no catálogo da Netflix, “Stranger Things” encerra sua história deixando um legado que vai além da trama. A série se consolida como um dos maiores fenômenos do streaming, responsável por redefinir estratégias da plataforma, lançar carreiras e transformar nostalgia em linguagem pop global. O fim pode ter chegado, mas o impacto permanece.
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