A nova adaptação de “Resident Evil” chegou aos cinemas nesta quinta-feira, 17 de setembro, inaugurando mais uma tentativa de transportar o universo dos games da Capcom para as telonas. Desta vez, Zach Cregger, diretor de “A Hora do Mal”, assume roteiro e direção de uma produção que abandona a ideia de reproduzir diretamente as histórias dos jogos para acompanhar personagens inéditos em Raccoon City.

Para quem pretende assistir ao filme e já quer saber se precisa permanecer na sala depois do encerramento da história, a resposta é simples: “Resident Evil” não possui cenas pós-créditos. Assim que os créditos começarem, não há nenhuma sequência adicional aguardando o público.
A ausência de uma cena extra também acompanha a proposta de apresentar uma história fechada dentro do universo da franquia, ainda que o filme utilize elementos conhecidos dos games. Cregger optou por não transformar personagens clássicos em protagonistas e criou uma trama própria para explorar principalmente o terror de sobrevivência que marcou os primeiros títulos.
A história acompanha Bryan, interpretado por Austin Abrams, um entregador de suprimentos médicos que aceita realizar um serviço em Raccoon City. A viagem muda completamente quando ele encontra a região tomada por um desastre biológico e acaba preso em uma noite cercada por criaturas infectadas.
A partir daí, a sobrevivência se torna o centro do longa. Bryan precisa atravessar a cidade e encontrar uma maneira de escapar enquanto entende gradualmente a dimensão da situação que encontrou.
Além de Abrams, o elenco conta com Kali Reis, Zach Cherry e Paul Walter Hauser. Em vez de utilizar o grupo tradicional de protagonistas dos videogames, a produção apresenta personagens criados especificamente para esta versão cinematográfica.
Uma das principais diferenças está justamente na ausência de Leon S. Kennedy, um dos personagens mais populares da franquia e protagonista de “Resident Evil 2”. Segundo Cregger, a decisão foi intencional, já que o diretor não queria simplesmente reproduzir personagens e histórias que, em sua avaliação, já funcionam dentro dos próprios jogos.
O cineasta também descartou a intenção de realizar uma adaptação direta de “Resident Evil 2”. Embora Raccoon City e diferentes elementos da mitologia da franquia estejam presentes, o filme constrói sua própria narrativa dentro desse universo.
Outra mudança importante está no período em que a história acontece. O novo “Resident Evil” é ambientado em 2026, afastando-se dos anos 1990 associados aos acontecimentos originais de alguns dos games mais conhecidos da série.
A escolha também permitiu que elementos atuais de tecnologia fossem incorporados naturalmente ao cotidiano dos personagens. Cregger reconheceu que tomou liberdades em relação à cronologia conhecida pelos jogadores para desenvolver a história que pretendia contar.
O cenário também ganha características diferentes. A presença da neve é utilizada como parte da ambientação do terror, ajudando a estabelecer uma identidade própria para a produção em comparação tanto aos games quanto às adaptações cinematográficas anteriores.
Apesar das mudanças, Cregger afirma que sua principal referência continua sendo a experiência proporcionada pelos primeiros jogos. O objetivo foi se aproximar do survival horror, privilegiando medo, exploração, tensão e vulnerabilidade dos personagens em vez de transformar a produção em uma sequência constante de grandes cenas de ação.
Essa abordagem diferencia o novo longa principalmente da série cinematográfica protagonizada por Milla Jovovich, que progressivamente incorporou elementos mais próximos dos filmes de ação. A intenção da nova produção é recuperar uma sensação de ameaça constante associada às raízes da franquia.
Até mesmo a infecção apresentada no filme recebeu mudanças. O diretor desenvolveu novas mecânicas para o vírus, mantendo a proposta dentro das regras estabelecidas pelo universo dos games, mas introduzindo comportamentos que ainda não haviam sido apresentados anteriormente.
Cregger evitou detalhar essas características antes do lançamento para preservar acontecimentos importantes da trama. A maneira como a infecção funciona, portanto, integra as surpresas preparadas especificamente para esta adaptação.
Com uma história inédita, personagens próprios e uma Raccoon City ambientada em 2026, “Resident Evil” já está em cartaz nos cinemas brasileiros.
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